Datafolha mostra Cleitinho liderando corrida pelo governo de Minas Gerais
Pesquisa feita com 1.204 eleitores mostra que Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT) estão numericamente empatados na segunda posição
A disputa pelo governo de Minas Gerais entra em uma nova fase com a divulgação da primeira pesquisa Datafolha feita após a confirmação e o registro das candidaturas, no último dia 15. O levantamento, realizado entre os dias 18 e 21 de agosto, foi divulgado nesta sexta-feira, 21.
Segundo a pesquisa, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a corrida com 32% das intenções de voto, seguido por Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeitos de Belo Horizonte, com 12% cada um.
O governador Mateus Simões (PSD), que tenta a reeleição e é apoiado pelo ex-governador Romeu Zema (Novo), aparece com 4%, junto com Gabriel Azevedo (MDB) e Flávio Roscoe (PL), o candidato apoiado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro.
Veja os números:
Cleitinho Azevedo (Republicanos): 32%
Alexandre Kalil (PDT): 12%
Patrus Ananias (PT): 12%
Flávio Roscoe (PL): 4%
Gabriel Azevedo (MDB): 4%
Mateus Simões (PSD): 4%
Túlio Lopes (PCB): 2%
Rafael Duda (PSTU): 1%
Ben Mendes (Missão): 1%
Indira Xavier (UP): 1%
Henrique Áreas (PCO): não pontuou
Brancos e nulos: 14%
Indecisos: 13%
O levantamento foi realizado pelo Datafolha com 1. 204 eleitores em Minas Gerais. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o nº MG-00446/2026.
Minas Gerais pode definir eleições presidenciais
Minas Gerais terá um papel importante nas eleições deste ano. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, com 16.377.659 eleitores, o que representa 10,32% dos aptos a votar. Fica atrás apenas de São Paulo, que concentra 21,48% do eleitorado. O peso de Minas também aparece na Câmara dos Deputados: os mineiros vão escolher 53 deputados federais, 10,33% das cadeiras da Casa.
A disputa pelo governo mineiro, no entanto, está longe de ser tranquila. Um dos principais personagens dessa corrida é o senador Cleitinho, que lidera as pesquisas e já mudou de posição algumas vezes sobre a candidatura ao governo. A indefinição chegou a provocar desconforto dentro do próprio partido e foi marcada por episódios curiosos, como um vídeo feito com inteligência artificial e um chamado para o Espírito Santo.
A confusão não ficou restrita aos candidatos mineiros. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), principais nomes da disputa presidencial, também demoraram para definir seus palanques em Minas. Com isso, os dois acabaram recorrendo a nomes escolhidos na reta final.
No PT, a candidatura de Patrus ganhou força depois de uma intervenção do próprio Lula. Antes disso, o partido havia tentado convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que recusou repetidamente a ideia de disputar o governo.
No PL, Roscoe foi escolhido para garantir um candidato alinhado ao partido no estado. A decisão veio depois das idas e vindas de Cleitinho, que deixaram o grupo sem uma definição sobre quem seria o nome para a disputa.
O resultado é uma eleição mineira ainda bastante aberta e marcada por movimentos de última hora. E, pelo peso eleitoral de Minas, as escolhas feitas no estado interessam não apenas a quem disputa o governo, mas também aos candidatos à Presidência.







