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Datas: Silvano Raia, Giovanna Kupfer e Roger Sweet

As despedidas que marcaram a semana

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 Maio 2026, 05h30 | Atualizado em 1 Maio 2026, 14h46

O cirurgião Silvano Raia já era respeitado como professor na Faculdade de Medicina da USP e reputado especialista em problemas hepáticos quando, em 1985, aos 55 anos, fez história ao realizar o primeiro procedimento de transplante de fígado com doador já falecido na América Latina. De mãos dadas com outro reputado médico, Sérgio Mies, teve aquela aventura da ciência contada em reportagem de capa de VEJA, em narrativa exclusiva que levaria o Prêmio Esso, o mais celebrado troféu jornalístico daquele tempo. Raia depois voltaria a ganhar relevo ao realizar procedimento semelhante em 1988, mas então com doador vivo.

Trabalhava, atualmente, em um projeto de xenotransplante com suínos geneticamente modificados, com o objetivo de aumentar a oferta de órgãos para transplantes e reduzir a fila — bem como o sofrimento dos pacientes. Na semana passada, como corolário de seu trabalho, sempre firme, sempre cuidadoso, foi anunciado o nascimento do primeiro porco clonado para este fim. Raia morreu em 28 de abril, aos 95 anos.

Elegância infantojuvenil

CRIATIVIDADE - Giovanna Kupfer: roupas com aroma de lavanda
CRIATIVIDADE - Giovanna Kupfer: roupas com aroma de lavanda (@marianakupfer/Instagram)

Filha de poloneses nascida em Roma, com a infância vivida nos Estados Unidos — o pai era funcionário de um grupo humanitário conveniado com a ONU —, Giovanna Kupfer desembarcou no Brasil no início da adolescência. Estudou artes plásticas e deu aula para crianças. A certa altura, incomodada com a dificuldade de encontrar roupas para as filhas, passou a produzi-las em casa, gênese da grife infantojuvenil Giovanna Baby, fundada em 1974. Uma característica fez a fama da marca, além da qualidade estética: o aroma de lavanda das peças. A empresa foi vendida em 1998, mas ainda existe. “Você criou três filhas lindas, perdeu sua mãe aos 13 anos e passou a vida dedicada a criar uma marca e mudar o mundo”, postou a filha Mariana nas redes sociais. Ela morreu em 27 de abril, aos 79 anos.

Ele tinha a força

PERSONAGEM - Roger Sweet: criador do loiro herói He-Man
PERSONAGEM - Roger Sweet: criador do loiro herói He-Man (./Reprodução)
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O designer americano Roger Sweet trabalhou para gigantes como Procter & Gamble e Boeing, onde chegou a projetar interiores de aviões 747. Mas foi na fabricante de brinquedos Mattel que poderia, enfim, dizer… “eu tenho a força”. No final dos anos 1970, a Mattel havia perdido a chance de produzir os brinquedos de Star Wars — um erro que custou à empresa uma fortuna. A missão de Sweet era criar algo que preenchesse esse vazio. E, então, tirou da cartola, com um protótipo de argila, a figura musculosa do He-Man. Nascia ali um fenômeno global, a linha Mestres do Universo. Sweet morreu em 28 de abril, aos 91 anos.

Publicado em VEJA de 1º de maio de 2026, edição nº 2993

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