Datas: Victor Willis, Michael Byrne e Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho
As despedidas que marcaram a semana
Victor Willis, cofundador e vocalista principal do Village People, foi uma das figuras centrais da era disco. Nascido em 1º de julho de 1951 em Dallas, no Texas, ele cresceu em San Francisco, cantando na igreja do pai, pastor batista. Mudou-se depois para Nova York, onde integrou a Negro Ensemble Company. Em seguida, conheceu o produtor francês Jacques Morali, com quem gravou o álbum de estreia do Village People, lançado em 1977. No sexteto que alcançou imensa popularidade com seus hits alegres e fantasias kitsch, Willis interpretava o personagem do policial e, ocasionalmente, o do marinheiro. Foi coautor dos principais sucessos do grupo, entre eles Y.M.C.A. e Macho Man, que embalaram as vendas de mais de 100 milhões de discos. Willis saiu do grupo duas vezes, em 1980 e 1983. Em 2012, venceu ação baseada na lei de direitos autorais americana para reaver parte dos direitos das composições. Em 2017, retomou a liderança vocal. Apesar da derrota de seu candidato, Joe Biden, nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, Willis decidiu participar da posse de Donald Trump com a banda. Morreu na terça-feira 30, aos 74 anos, de doença agressiva não divulgada.
Do palco às telas
Oriundo do teatro britânico, o ator Michael Byrne começou carreira em meados dos anos 1960, na veneranda National Theatre Company. Sob a direção e tutela de Laurence Olivier, contracenou com grandes nomes, como Maggie Smith e Robert Stephens, em montagens que se tornaram referência. Também interpretou personagens de Shakespeare, como Romeu e Polônio (de Hamlet). Na esteira de outros grandes atores britânicos, levou essa densidade dramática ao cinema. Nas telas, Byrne encarnou figuras de autoridade imponente e vilania, em filmes como Indiana Jones e a Última Cruzada e Coração Valente. Ele morreu em 20 de junho, aos 82 anos, de causa não revelada.
Liderança empresarial
Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho destacou-se como uma das principais lideranças da indústria nacional brasileira. À frente da Fiesp entre 1980 e 1986, liderou a renovação da entidade durante a redemocratização do Brasil, propondo o diálogo com os trabalhadores. Herdeiro e presidente da Cobrasma, defendeu a modernização tecnológica e teve importante atuação na diplomacia empresarial. Seu legado foi imortalizado em 2008, ao receber o título de presidente emérito e dar nome ao edifício da Fiesp na Avenida Paulista. Morreu na segunda-feira 29, aos 87 anos, vítima de isquemia intestinal e insuficiência renal.
Publicado em VEJA de 3 de julho de 2026, edição nº 3002






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