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Pai de Henry Borel se emociona em depoimento: ‘Meu filho foi brutalmente assassinado’

Leniel Borel relembrou últimos momentos com o filho e declarou que desconfia de crime premeditado

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 Maio 2026, 22h31 | Atualizado em 29 Maio 2026, 22h31
Pai de Henry Borel se emociona em depoimento: ‘Meu filho foi brutalmente assassinado’ Priorizar nos meus resultados Google

O vereador carioca Leniel Borel presta depoimento nesta sexta-feira, 29, no julgamento sobre a morte do filho, o menino Henry Borel, e afirmou que acredita que houve um crime premeditado, inclusive pela mãe, a professora Monique Medeiros. “O comportamento da Monique naquele final de semana é muito estranho”, declarou.

Monique e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, seu então companheiro, respondem por homicídio duplamente qualificado. Leniel é ouvido na condição de testemunha. Ele descreveu detalhadamente o que aconteceu no final de semana da morte da criança, em março de 2021. Também reconstituiu como era o relacionamento com Monique até a separação, em outubro de 2020. “Tiraram qualquer possibilidade do Henry conseguir sobreviver”, lamentou o vereador, que se emocionou diversas vezes ao longo do depoimento. “Meu filho foi brutalmente assassinado”.

Tanto Monique quanto Jairinho deixaram o tribunal antes do depoimento de Leniel. O ex-vereador pediu dispensa e a professora precisou de atendimento médico, depois que foram exibidas fotos do cadáver do filho, e foi dispensada da sessão.

Leniel relatou que, nos meses que sucederam o divórcio, Henry começou a dar sinais de que não queria voltar ao edifício Magestic, na Barra da Tijuca, zona Sudoeste do Rio, onde Monique morava com Jairinho. O vereador explicou que, na época, imaginou que Henry estava tendo dificuldade para lidar com a separação e se adaptar à nova rotina. “Hoje, com todas as informações que tenho, eu teria sumido com o Henry desse país. Era o único jeito de salvar meu filho”, afirmou.

No dia da morte, a criança foi entregue a Monique pelo pai, após passarem o final de semana juntos. O vereador afirmou que o menino ficou ansioso ao perceber que teria que dormir no apartamento da mãe e chegou a ter ânsia de vômito. A juíza Elizabeth Machado Louro, que conduz o julgamento, questionou por que ele entregou a criança mesmo depois que o filho pediu para não voltar ao endereço e demonstrou que estava passando mal. Leniel argumentou que não quis descumprir o acordado com Monique para não correr o risco de perder a guarda compartilhada de Henry. “Eu tomava muito cuidado para não falarem que eu estava manipulando”, explicou.

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Foi Monique quem ligou, horas depois, para avisar que estava levando o menino ao hospital Barra D’or. O pai declarou que começou a se questionar sobre a causa da morte de Henry imediatamente após o atendimento médico. A equipe da emergência se recusou a emitir o atestado de óbito e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML). “Eu vi meu filho cheio de marcas, cheio de hematomas no corpo. Aquela criança não era mais o meu filho. Ele já estava com a boca diminuta, travada. As lesões eram visíveis. Lesões de defesa”, relembrou.

O vereador relembrou diante dos jurados – cinco homens e duas mulheres – o que Jairinho teria dito logo após a equipe médica encerrar as tentativas de reanimação de Henry: “Vida que segue, vamos virar essa página, vocês fazem outro filho”.

O laudo da necropsia é categórico: Henry morreu em decorrência de uma laceração no fígado que causou uma hemorragia interna. O ferimento, na avaliação do perito do IML, foi provocado por uma “ação contundente”, ou seja, violenta. 

Leniel também questionou o comportamento de Monique no velório. Segundo o vereador, ela chegou “produzida” na solenidade e pediu para o caixão ficar fechado. “Queriam que não tivessem nem velório”, afirmou.

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