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Em dia de embate com PT, oposição pede prorrogação da CPMI do INSS

Tentativa de oposição é ampliar investigação por mais 60 dias

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 fev 2026, 18h45 | Atualizado em 26 fev 2026, 18h48

No dia em que a maioria dos membros da Comissão Parlamentar Misto de Inquérito (CPMI) do INSS decidiu quebrar os sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, requerimento do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) pede prorrogação do prazo de investigação da comissão.

Pedido partiu do deputado do Novo Marcel van Hattem
Pedido partiu do deputado do Novo Marcel van Hattem (Senado Federal/Reprodução)

“Cumprimentando-o cordialmente, na condição de Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito criada pelo Requerimento do Congresso Nacional nº 7/2025 para investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, informo que foi protocolado o requerimento CD251189898400, de autoria do deputado Marcel van Hattem, que requer a prorrogação do prazo de funcionamento desta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. O mencionado requerimento já foi devidamente protocolado e subscrito por número suficiente de parlamentares, atendendo às exigências regimentais para sua tramitação. Diante disso, solicito a adoção das providências cabíveis para o regular prosseguimento da solicitação, com vistas à formalização do ato de prorrogação do prazo de funcionamento da CPMI pelo período requerido”, diz o documento encaminhado pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a Davi Alcolumbre (União-AP).

Prevista para terminar em 28 de março, os parlamentares querem ampliar o prazo por mais 60 dias. Como disse em entrevista a VEJA, a prorrogação do período de investigação da comissão servirá para tentar convocar supostos envolvidos no escândalo que conseguiram escapar de prestar depoimento. “Levaríamos à CPMI pessoas que conseguiram habeas corpus, que não vieram por atestado médico, gente que foi identificada ao longo das quebras de sigilo. E teríamos um relatório muito mais robusto”,disse Viana.

Lulinha na mira da CPMI

O requerimento aprovado para quebrar os sigilos fiscal e bancário de Lulinha foi apresentado pelo relator do colegiado, Alfredo Gaspar (União-AL), que argumenta que mensagens interceptadas mostram que, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de 300 mil reais na empresa de Roberta Luchsinger, o “Careca do INSS” teria respondido tratar‑se de “o filho do rapaz”, que poderia ser Lulinha. Roberta é considerada peça central no núcleo político do esquema.

A aprovação foi comemorada pela oposição e alvo de protestos dos governistas. A sessão é marcada por embates verbais desde o início. Assim que o requerimento foi aprovado, o deputado Rogério Correia (PT-MG) precisou ser segurado pelos correligionários, por não se conformar com a comemoração feita pela bancada bolsonarista.

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