Focus reduz projeção de crescimento do PIB de 2026 para 1,92%
Levantamento divulgado pelo Banco Central aponta corte na estimativa da atividade econômica e estabilidade nas projeções para Selic e câmbio
O Banco Central divulgou nesta segunda-feira, 31, uma nova edição do Boletim Focus com revisão para baixo nas estimativas de crescimento da economia brasileira em 2026. A mediana das projeções para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,95% para 1,92%, marcando a segunda redução semanal consecutiva no indicador apurado junto ao mercado financeiro.
Atividade econômica
A perda de ritmo nas estimativas para o nível de atividade levou a previsão para um crescimento de 1,92% ao término de 2026. O resultado desta rodada representa uma queda de 0,03 ponto percentual em relação à semana anterior, quando o mercado apontava para uma taxa de 1,95%. O movimento aprofunda a trajetória descendente observada no último mês, já que há quatro semanas a expectativa para a economia estava em 1,99%.
Para 2027, o cenário entre os participantes consultados permaneceu inalterado. A mediana das estimativas para a expansão do PIB continuou fixada em 1,50%, repetindo o patamar registrado na semana anterior e inferior aos 1,57% projetados há quatro semanas.
Inflação
No caso da inflação oficial, o documento trouxe uma acomodação pontual nas apostas para o ano corrente. A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 passou de 5,02% para 5,01%, o que configura uma queda de 0,01 ponto percentual na comparação com a semana passada. Há quatro semanas, a estimativa para o período situava-se em 5,03%.
Em sentido oposto, as expectativas para 2027 registraram ligeiro avanço. A mediana para o IPCA do próximo ano subiu de 4,25% para 4,28%, o que representa uma alta de 0,03 ponto percentual em relação ao relatório anterior. Quatro semanas antes, a taxa prevista era de 4,22%.
Taxa de juros
No âmbito da política monetária, o mercado manteve a cautela e não promoveu ajustes no horizonte esperado para o custo do crédito. A mediana das projeções para a taxa básica de juros, a Selic, encerrou a rodada em 13,75% ao ano para o término de 2026. A taxa segue inalterada nesse patamar há quatro semanas consecutivas, indicando estabilidade nas avaliações dos analistas.
Para o encerramento de 2027, as projeções também demonstraram estabilidade. A mediana esperada para a taxa Selic continuou fixada em 12,00% ao ano, patamar idêntico ao observado há uma semana e há quatro semanas.
Câmbio
No mercado cambial, as cotações previstas para a moeda norte-americana permaneceram sem variações. A mediana das projeções para o câmbio no fechamento de 2026 continuou em 5,20 reais por dólar, repetindo o nível registrado há uma semana. O valor de 5,20 reais por dólar permanece no mesmo patamar observado há quatro semanas consecutivas.
Para o fim de 2027, a taxa de câmbio projetada seguiu em 5,30 reais por dólar, sustentando estabilidade na comparação semanal e situando-se ligeiramente acima dos 5,28 reais por dólar registrados há quatro semanas.
O Boletim Focus reúne semanalmente as medianas das projeções de instituições consultadas pelo Banco Central para os principais indicadores da economia brasileira.







