Guerra sobre afastamento do chefe da PF completa duas semanas parada no STF
Presidente da Corte, Edson Fachin anulou decisões de André Mendonça e Flávio Dino, mas dilema segue no tribunal
Há duas semanas, o presidente do STF, Edson Fachin, anulou decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino, que haviam suspendido e depois reintegrado Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal.
Desde então, contudo, segue o suspense sobre qual será a ordem final de Fachin neste caso.
Na ocasião, o presidente da Corte deu 48 horas para Andrei apresentar informações sobre o caso e afirmou que depois disso avaliaria sua permanência no cargo.
O diretor-geral cumpriu o prazo e, no dia 11 de setembro, enviou sua justificativa para os relatórios da PF sobre Mendonça, que motivaram seu afastamento.
Andrei negou que tenha ocorrido “monitoramento” dos dois, como alegou Mendonça, e afirmou que foi feita apenas uma “análise de cenários”.
Não há prazo para a decisão de Fachin.
Desde então, o presidente segue tentando liderar o STF durante a maior crise da história do tribunal.
Na semana passada, houve uma sessão extraordinária para começar a analisar um relatório da PF que detalhou a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Entretanto, em meio a uma série de bate-bocas entre os magistrados, houve um pedido de vista antes mesmo da análise do mérito ser iniciada.
Um dos motivos da discussão foi justamente o afastamento de Andrei — duramente criticado por Gilmar Mendes e defendido por Luiz Fux e pelo próprio Mendonça.
Nesta semana, estava previsto um outro julgamento, sobre a conduta de Mendonça, mas a sessão também foi adiada devido ao pedido de vista no outro processo.






