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Jungmann anuncia que algumas UPPs serão extintas no Rio

Ministro da Segurança Pública afirmou que unidades não cumprem mais função serão fechadas e policiais que atuam nelas vão reforçar atuação nas ruas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 abr 2018, 15h48 | Atualizado em 27 abr 2018, 21h37
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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse nesta sexta-feira que algumas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) serão extintas e outras serão incorporadas aos batalhões da Polícia Militar. Não foi informado quantas serão atingidas pela medida. A região metropolitana do Rio conta com 38 UPPs.

Segundo o ministro, os policiais que atuam nas unidades serão deslocados para reforçar o patrulhamento nas ruas. Para ele, parte das UPPs não cumpre mais a função para a qual foi concebida. “Então, o que fazer? Reduzir, melhorar aquelas que estão em condições de ser efetivamente melhoradas, trazer mais policiamento para as ruas e colocar grupamentos ou destacamentos que vão permanecer dentro da comunidade”, disse.

Jungmann afirmou que o modelo criado pelo Estado do Rio “não está mais cumprindo os seus objetivos”. “Todos sabem que Unidades de Polícia Pacificadora não alcançaram o que deveriam ter alcançado”, disse. “Houve uma expansão maior do que as pernas. O projeto foi além das possibilidades de manutenção do Estado”, afirmou.

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O ministro também criticou o funcionamento atual das UPPs no ponto de vista social. “O Estado deveria ter entrado com educação e saúde, o que não foi feito”, declarou, durante um evento na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro da capital fluminense.

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Para o ministro, se essas UPPs não tinham capacidade de exercer suas funções, é melhor reaproveitar os policiais no patrulhamento geral das ruas da cidade. Segundo ele, as unidades que estão funcionando bem devem ser mantidas.

De acordo com o ministro, as comunidades ganharão “grupos de destacamentos”, que farão o policiamento nas regiões. Ele não falou em contingente. “Se as UPPs não estavam com capacidade de cumprir as suas funções, é melhor que esses policiais sejam reintegrados à atividade policial”, justificou.

As UPPs foram criadas em 2008 e logo se tornaram a principal política de segurança pública do Estado do Rio. A proposta era implantar policiamento comunitário nas áreas controladas por quadrilhas armadas. A última unidade, na Vila Kennedy, foi implantada em 2014.

(com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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