Justiça manda devolver bens do vereador Salvino de Oliveira, incluindo dinheiro que era dos avós
Político do PSD foi alvo de operação policial, mas inquérito foi trancado pela Justiça; na ação, R$ 9 mil dos avós foram apreendidos
A Justiça do Rio determinou, na quinta-feira, 11, a devolução de bens do vereador Salvino Oliveira (PSD) e de seus familiares. Celulares, outros equipamentos eletrônicos e dinheiro foram apreendidos durante operação policial em março deste ano. Na ocasião, o parlamentar foi preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho. Dias depois, ele acabou solto. Em maio, a Justiça mandou trancar o inquérito por falta de provas. Com a decisão de ontem, R$ 9 mil em espécie que pertenciam aos avós do vereador serão devolvidos.
Durante a operação, os mandados de busca e apreensão ocorreram na casa do parlamentar, em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio e na residência de seus avós. Os bens recolhidos nesses três locais serão restituídos. Para o juiz Renan de Freitas Ongaratto, autor da decisão, os itens “não apresentam relevância para a investigação”. O magistrado também ressalta que Salvino não é mais investigado no caso.
Na última terça, 9, o Diretório Estadual do PSD protocolou uma representação no Ministério Público do Rio contra o ex-governador Cláudio Castro, o ex-chefe da Polícia Civil, Felipe Curi, e o delegado Pedro Cassundé, por improbidade administrativa. No documento, o partido diz que houve desvio de finalidade e uso ilícito e arbitrário da estrutura policial do Estado durante a operação policial realizada contra Salvino.
Castro nega as acusações, dizendo que há uma tentativa de transformar uma ação de segurança em disputa político-partidária. Curi diz que foi apenas porta-voz da instituição na época. VEJA também procurou a Polícia Civil solicitando posição do delegado Pedro Cassundé, responsável pela investigação envolvendo o parlamentar.
Para Salvino, a devolução dos bens é mais uma confirmação de que a operação foi conduzida sem fundamentos legítimos. “Só nos tempos da ditadura a polícia era usada para perseguir adversários políticos. Vamos continuar buscando a responsabilização de todos que utilizaram a máquina pública para promover essa perseguição espúria”, afirmou o vereador.
O PSD informou que seguirá acompanhando o andamento das medidas apresentadas nas esferas cível e criminal para que sejam apuradas as circunstâncias que levaram à deflagração da operação e eventual responsabilização dos agentes públicos envolvidos.







