Latrocínios caem em São Paulo e cidade não registra casos em julho
Capital encerra primeiro semestre com baixa em roubos seguidos de morte e homicídios, segundo a Secretaria de Segurança Pública
A cidade de São Paulo encerrou o último mês de julho sem registrar casos de latrocínio, marca histórica em 26 anos de monitoramento. No mesmo mês do ano passado, a capital havia contabilizado três ocorrências de roubo seguido de morte, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do governo estadual.
Ao todo, a capital paulista registrou 16 ocorrências de latrocínio no primeiro semestre de 2026 — o acumulado é o menor da série histórica iniciada em 2001 e representa oito casos a menos do que no mesmo período de 2025. “A redução é resultado de um trabalho contínuo das forças de segurança na prevenção, policiamento e investigação. Cada vida preservada representa uma vitória para toda a sociedade”, diz Osvaldo Nico Gonçalves, secretário estadual de Segurança Pública de São Paulo.
Em relação aos homicídios dolosos, também houve queda nos índices em São Paulo. De janeiro a julho de 2026, a capital registrou 33 assassinatos, redução de 25% ante o mesmo período de 2025. Na comparação semestral, os casos de morte intencional caíram 11%, passando de 292 no ano passado para 260 em 2026.
Para a delegada Ivalda Aleixo, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo, a investigação extensiva de homicídios e latrocínios e a prisão dos autores são essenciais para aumentar a confiança da população no trabalho das forças de segurança. “Esse trabalho tem uma importância muito grande para as famílias [das vítimas], que precisam de respostas, e para a sociedade, que precisa ter segurança de que crimes dessa gravidade serão investigados e os responsáveis levados à Justiça”, diz.







