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Lula sanciona lei que endurece combate a facções criminosas com dois vetos

Presidente tinha até hoje para sancionar PL Antifacção, que gerou atrito com Congresso

Por Anna Satie Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 mar 2026, 17h45 | Atualizado em 24 mar 2026, 18h46

O presidente Lula (PT) sancionou nesta terça, 24, a lei Antifacção, aprovada pelo Congresso no fim de fevereiro após embates entre governo e oposição. Chamado de Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, o texto foi enviado pelo governo federal, mas sofreu mudanças significativas no Legislativo ao ser relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP).

Na cerimônia de sanção, entretanto, o clima era de apaziguamento. Compareceram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o ministro do STF Gilmar Mendes, que posaram ao lado do documento assinado. Lula agradeceu aos deputados e senadores pela aprovação do texto em discurso, e Motta sinalizou que as discordâncias foram superadas. “Houve muita discussão e momentos difíceis, mas em todas as comunicações entre o Legislativo e o Executivo, sempre deixei claro que o nosso intuito seria construir uma proposta técnica, efetiva e que desse uma resposta ao crime organizado, como o que será sancionado aqui hoje pelo presidente Lula”, apontou o parlamentar.

Dois trechos da lei foram vetados. O primeiro era o que permitia que pessoas fossem enquadradas na lei mesmo sem comprovação de que integram organizações criminosas, o que o presidente considerou inconstitucional. Havia o temor de que, caso essa parte fosse sancionada, movimentos sociais fossem criminalizados. O segundo veto foi ao dispositivo que previa que valores e produtos apreendidos do crime organizado fossem enviados a fundos dos estados e do Distrito Federal. Lula apontou que essas receitas pertencem somente à União agora, e que uma eventual destinação aos estados poderia significar perdas ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao sistema prisional. Além disso, o Congresso não apresentou uma estimativa do impacto financeiro da medida.

O presidente disse que a lei permitirá enquadrar os líderes do crime organizado. “Com essa lei, a gente tem a chance de pegar os responsáveis das facções que moram em apartamentos de luxo e que nós chamamos de magnatas do crime nesse país. São esses que precisam ser presos e punidos para que a gente possa superar o crime organizado de verdade.”

O que muda com a lei

A Lei Antifacção estabelece o que será considerada uma facção perante a Justiça: um grupo de três ou mais pessoas que empregue violência, grave ameaça ou coação para controlar territórios, intimidar populações ou autoridades. Com a nova lei, lideranças dessas organizações perdem o direito a anistia, indulto, fiança ou liberdade condicional, além de terem de cumprir até 85% das sentenças em regime fechado.

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Outra medida é o aumento de penas para vários crimes, como uso de violência ou grave ameaça para intimidar, coagir ou constranger a população ou agentes públicos para controlar áreas geográficas, comunidades e territórios, que passa agora a ser punível com 20 a 40 anos de reclusão.

O dispositivo também prevê maior colaboração entre as forças de segurança federais e estaduais, com a criação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas e das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado.

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