Novas Revelações: Acesse com exclusividade novas revelações de Vorcaro. Assine Agora!

APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

Mãe e irmão de Oruam são presos em operação da PF contra monopólio de internet do CV

Márcia Gama, Lucas Santos Nepomuceno e o vereador Fábio Silva (Podemos) estão entre os 19 detidos

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 out 2026, 10h01 | Atualizado em 19 out 2026, 10h04
Mãe e irmão de Oruam são presos em operação da PF contra monopólio de internet do CV Priorize VEJA no Google

A mãe do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, foi presa pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira, 19. A prisão de Márcia Gama, mulher de Marcinho VP, ocorre no âmbito da Operação Backbone, que visa desarticular o monopólio de internet do Comando Vermelho (CV) nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O irmão do artista, Lucas Santos Nepomuceno, e o vereador carioca Fábio Silva (Podemos) também foram detidos.

Não é a primeira vez que Márcia é alvo de uma operação. No final de abril deste ano, ela foi alvo de uma ação contra lavagem de dinheiro para o CV. Ela foi presa preventivamente, mas solta em junho por decisão da Justiça do Rio. Em março, a mulher de Marcinho VP também esteve entre os procurados na Operação Contenção Red Legacy, que prendeu sete pessoas, incluindo o vereador Salvino Oliveira (PSD) — solto dias depois. Na ocasião, a polícia visava desarticular a estrutura nacional da facção.

Márcio Santos Nepumuceno, o Marcinho VP, também está entre os alvos da PF. Segundo as apurações, ele “continua a controlar as atividades empresariais exploradas nesses territórios, em conjunto com seus familiares e outras lideranças da facção”. O líder histórico do CV está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, há três décadas.

“Os lucros chegavam à família deste líder por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem, e eram dissimulados em produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão – pagos em dinheiro vivo – e criptoativos”, acrescentou a Polícia Federal.

Continua após a publicidade

Ao todo, os agentes cumprem 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé. Parte deles será cumprida, inclusive, no sistema prisional. Até o momento, 19 foram presos.

+ Quem é Oruam, filho de Marcinho VP que é alvo de operação contra Comando Vermelho

Continua após a publicidade

Entenda o esquema

Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores em até R$ 558 milhões, alcançando 42 empresas e 40 pessoas físicas, que também tiveram as suas atividades econômicas suspensas. Entre os envolvidos no esquema, estão provedores de internet, produtoras de eventos, empresa de contabilidade e empresas de fachada.

Em paralelo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) receberá um oficio para a cassação das outorgas e a interdição dos serviços de telecomunicações prestados pelos empreendimentos na mira da PF.

As investigações apontaram que traficantes armados cortaram cabos e incendiaram caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, de forma a forçar moradores e comerciantes a contratarem a “internet do tráfico”. Ao mesmo tempo, provedores autorizados pelo CV são obrigados a pagar uma tarifa mensal para operar nos territórios.

Continua após a publicidade

“Registros contábeis da própria facção indicam que, em um único mês, a cobrança sobre o serviço de internet respondeu por mais de 40% de toda a arrecadação do grupo no Complexo da Penha”, afirmou a PF em nota.

“A exploração desse serviço público tornou-se uma das principais atividades lucrativas do crime organizado e fomenta a guerra pelo controle de territórios: cada comunidade dominada representa uma base de clientes cativos e uma nova fonte de receita para a facção”, concluiu.

Continua após a publicidade

Os investigados responderão pelo crime de domínio social estruturado, que pune grupos que empregam violência, grave ameaça e coação para impor controle territorial e social, intimidar populações, reprimir autoridades e atacar serviços essenciais. Eles também poderão ser acusados de extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo o site da revista, sobre fundo preto com texto BLACKFRIDAY repetido
ECONOMIZE ATÉ 83% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 3,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).