Marina é hostilizada durante caminhada com Haddad: ‘Veio de forma muito agressiva’
Candidata ao Senado diz esperar que episódios de violência sejam casos isolados na campanha
A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) afirmou nesta segunda-feira, 17, ter sido hostilizada durante uma caminhada de campanha ao lado do candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad.
Segundo Marina, um homem que não se identificou se aproximou dela de maneira agressiva e tentou tirá-la do centro da caminhada. “Uma pessoa, que eu não sei quem é, que não quis se identificar, se atirou na minha frente com agressividade”, relatou Marina em áudio enviado à VEJA. Segundo ela, o homem tinha “gestual muito agressivo” e tentou “me tirar do centro”.
Marina contou que havia se deslocado um pouco à frente do grupo porque se recupera de uma fratura na L4 e não pode se expor a tumultos. “Eu não posso arriscar ainda ficar ali no tumulto, que naturalmente empurra um pouquinho mais”, afirmou.
A ex-ministra disse esperar que episódios de agressividade durante a campanha sejam casos isolados. “O débito irá para aqueles que não desautorizam esse tipo de prática”, afirmou. Segundo Marina, sua campanha possui um código de postura que prevê não aceitar qualquer forma de violência contra quem quer que seja. “Aqueles que não desautorizam esse tipo de prática acabam dando sua assinatura para essa forma de atingir a nossa democracia”, disse.
Disputa pelo Senado
Marina Silva e Simone Tebet (PSB) foram confirmadas como os nomes da aliança para as duas vagas ao Senado. Em pesquisa Ideia/ACSP divulgada na semana passada, Marina aparece em segundo lugar, com 23,3% das intenções de voto, atrás de Tebet, que tem 26,8%. Guilherme Derrite (PP), com 19,4%, e André do Prado (PL), com 19%, aparecem na sequência.
Em entrevista à VEJA publicada nesta segunda-feira, Marina afirmou que pretende cumprir os oito anos de mandato caso seja eleita, mesmo se o presidente Lula for reeleito e houver a possibilidade de voltar ao Ministério do Meio Ambiente. Para ela, o principal campo de batalha da agenda ambiental está hoje no Congresso. “O risco da agenda ambiental hoje está no Congresso”, afirmou. A ex-ministra também disse que, se estivesse no Senado, o novo marco do licenciamento ambiental não teria avançado da forma como foi aprovado e citou o atual ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, como um dos quadros que poderiam dar continuidade à política ambiental em um eventual novo mandato de Lula.







