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Médico que abusou de mais de 40 pacientes é preso no Rio Grande do Sul

Segundo investigações, Daniel Pereira Kollet pedia às pacientes para ficarem sem roupa e acariciava o corpo delas sem consentimento

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 mar 2026, 17h14 | Atualizado em 31 mar 2026, 17h54

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu preventivamente o médico Daniel Pereira Kollet, suspeito de assediar sexualmente ao menos 44 pacientes. De acordo com o delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pelo caso, 14 mulheres já registraram ocorrência e outras 30 relataram ser vítimas do médico, mas ainda não formalizaram depoimento.

A prisão aconteceu na segunda-feira, 30, em Taquara, cidade do interior do estado a cerca de 80 quilômetros da capital Porto Alegre. A cidade tem pouco mais de 54 mil habitantes. A investigação foi aberta há pouco tempo, a partir de denúncias feitas pelas pacientes. “O caso começou a ser investigado há vinte dias a partir do relato de três vítimas, que tomaram coragem, romperam o silêncio e confiaram no trabalho da Polícia”, disse o delegado a VEJA.

Kollet, que tem 55 anos, foi preso no seu consultório, no centro da cidade. As vítimas têm entre 30 e 42 anos e relataram à Polícia o mesmo método de agir por parte do médico: durante as consultas, enquanto as vítimas estavam sem roupa, ele tocava-as em partes íntimas e ficava visivelmente excitado, pedindo segredo depois. Ele praticava os crimes há pelo menos dois anos, segundo as investigações.

Uma das vítimas é uma mulher que foi ao consultório de Kollet porque ele era amigo de seu marido. Em duas consultas, ela diz que ele tentou abraçá-la para acariciar seu corpo, justificando que “era médium” e ia “passar boas energias”. Outros depoimentos mostraram que ele também pediu a pacientes para tirarem a roupa na consulta e depois acariciou seus corpos, sem consentimento. Entre as vítimas, há a suspeita de que ele tenha praticado um estupro.

Outro lado

O médico foi preso preventivamente e deverá responder às investigações atrás das grades. O advogado que o representa, Ademir Campana, disse que seu cliente “nega integralmente” todas as acusações e ainda não acessou a íntegra do inquérito. Leia a íntegra da nota da defesa:

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Nosso escritório ainda não teve acesso ao inquérito que originou a prisão, contando, até o momento, apenas com informações preliminares. Em conversa com nosso cliente, este negou integralmente todas as acusações que lhe foram imputadas.

Trata-se de médico há quase 30 anos, com conduta ilibada, cuja atuação profissional sempre foi pautada pela ética, responsabilidade e compromisso com a saúde de seus pacientes.

Tão logo tenhamos acesso integral aos autos, nosso escritório emitirá nota oficial, que permitirá o completo esclarecimento dos fatos.

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