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Moraes manda soltar PM preso em operação da PF e impõe uso de tornozeleira eletrônica

Antônio Gomes da Silva Neto deverá cumprir uma série de medidas cautelares, como entregar passaporte à Justiça

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jul 2026, 17h38
Moraes manda soltar PM preso em operação da PF e impõe uso de tornozeleira eletrônica Priorizar nos meus resultados Google

O policial militar Antônio Gomes da Silva Neto deixou a prisão neste sábado, 11, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), substituir a prisão preventiva por medidas cautelares. Neto foi detido na sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), contra uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro.

Além dele, foram alvos Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, e Márcio Canella, pré-candidato ao Senado pelo União Brasil e ex-prefeito de Belford Roxo. Moraes também concedeu prisão domiciliar a Canella, que já saiu do Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó. Tanto Canella quanto Silva Neto terão de usar tornozeleira eletrônica e entregar o passaporte à Justiça, além de cumprir outras medidas cautelares.

O ministro ordenou que a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) tem até cinco dias para esclarecer a origem das duas armas vinculadas à corporação apreendidas no curso da operação, que foi deflagrada na última terça-feira, 7. Um fuzil de calibre 5,56 foi encontrado no carro do ex-prefeito de Belford Roxo durante as buscas.

+ PF apreendeu R$ 800 mil em operação que atingiu pré-candidato ao Senado no Rio

Até o momento, segundo Moraes, a defesa não foi capaz de explicar a origem dos armamentos. Ele também levantou dúvidas “sobre a legalidade do exercício das funções de ‘segurança’, inclusive com a utilização de armamento da corporação” por Silva Neto.

Na operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados. Um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) enviado à PF apontou que o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

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Os investigados podem responder aos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. Outras acusações podem surgir no decorrer das diligências. A ação desta terça ocorre no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal, que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro.

 

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