MPF vê argumentos ‘inaceitáveis’ da PF para não investigar Anderson Torres
Ex-ministro é suspeito de crimes ambientais e a falsidade ideológica
O Ministério Público Federal considerou “inaceitáveis” os argumentos apresentados por um delegado da Polícia Federal para não seguir com uma investigação contra o ex-ministro Anderson Torres.
O MPF solicitou a abertura de um inquérito para apurar possíveis crimes ambientais e a falsidade ideológica de Torres, que já foi condenado pela trama golpista.
A apuração começou após o Ibama apontar indícios de maus-tratos e do uso de laranja na criação de pássaros.
Entretanto, o delegado Thiago Marrese Scarpellini solicitou a reconsideração da decisão, alegando que a competência seria da Polícia Civil e que um inquérito policial não seria o “procedimento correto”.
O procurador Leonardo de Faria Galiano negou o pedido e solicitou que o inquérito fosse distribuído a outro delegado. Para ele, “os argumentos utilizados para refutar as diligências são inaceitáveis”.
O procurador ainda considerou que a manifestação da PF “revela-se permeada de atecnia, para dizer o mínimo” e que há “possível contaminação da necessária isenção e indispensável distanciamento anímico acerca dos fatos a serem apurados”.





