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Mulher declarada morta pelo Samu recebe alta de hospital em SP

Fernanda Policarpo chegou a ser deixada na pista para ter corpo recolhido pelo IML, mas foi reanimada e internada após 30 minutos

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 fev 2026, 16h27 | Atualizado em 6 fev 2026, 16h51
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A mulher que foi dada como morta pelo Samu em Bauru, no interior de São Paulo, após um acidente de trânsito no dia 18 de janeiro e estava internada desde então recebeu alta nesta quinta-feira, 5.

Fernanda Cristina Policarpo, 29, teve politrauma grave e ficou na UTI por oito dias. No entanto, continuou internada em leito de enfermaria até a tarde de ontem, quando recebeu alta. Ao sair, foi aplaudida pela equipe assistencial e por familiares — nas redes sociais foi publicado um vídeo do momento (veja abaixo).

A paciente já saiu do Hospital de Base de Bauru com todos os agendamentos de reabilitação feitos pelo Serviço Social da unidade: consulta da Apaw com equipe multiprofissional para avaliação de todas as necessidades dela, como fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional e psicologia, entre outros.  O protocolo é chamado de alta responsável — a equipe do hospital aciona, já na programação de alta, toda a rede de apoio do município para que a paciente siga em reabilitação.

Além disso, o Serviço Social do Hospital também acionou a Emad (Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar) do município para a transição do cuidado.

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Relembre o caso

Após ser atropelada na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, Fernanda foi declarada morta por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e deixada na estrada para ter o corpo recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML). No entanto, 30 minutos depois, a vítima foi reanimada por um médico socorrista da concessionária que administra a SP-294.

 

Fernanda foi levada em estado grave para o Pronto-Socorro Central (PSC), unidade de saúde de Bauru, de responsabilidade municipal. Em seguida, foi transferida para o Hospital de Base de Bauru, este sob a condução da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), uma organização social que gerencia hospitais estaduais. Ela precisou ser entubada, sedada e utilizar equipamentos de ventilação mecânica por causa dos seus múltiplos ferimentos.

“No momento em que vi a minha filha estirada no asfalto, já coberta com aquele papel alumínio, eles falaram para mim que eu não podia chegar perto e que infelizmente minha filha já estava morta. Eu queria ver, mas eles não deixavam”, comentou a mãe da jovem, Adriana Roque, no dia seguinte à internação e ao acidente. “Eu acho que deviam ter feito medidas antes, eles tinham a possibilidade de evitar que ficasse tão grave”, completou

Em nota, a prefeitura de Bauru informou que instaurou uma investigação técnica para entender o que houve no atendimento do Samu, que declarou a morte de Fernanda. Além disso, a gestão municipal decidiu afastar a médica que deu a declaração de morte, como medida administrativa preventiva, até a conclusão da apuração. VEJA tenta atualizar o caso.

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