Mulher e filhos de Cláudio Castro perdem escolta policial e carros blindados do governo
Governo do Rio cortou aparato de segurança de familiares após decisão judicial; custo era de 900.000 reais por mês
O Governo do Rio de Janeiro cortou a escolta da ex-primeira-dama Analine Castro e dos dois filhos do ex-governador Cláudio Castro (PL). A decisão atendeu a um comando do Tribunal de Justiça, que considerou a despesa – em torno de 900.000 reais por mês – inconstitucional. O aparato de segurança consistia em três veículos blindados e 24 policiais, que trabalhavam em escala de 24x72h.
Pouco antes de deixar o Palácio Guabanara, Cláudio Castro ampliou a estrutura de segurança à disposição dos ex-governadores, que passaram a ter direito a quatro militares do Gabinete de Segurança Institucional, dois motoristas e dois carros oficiais. O aparato poderia ser estendido a cônjuges e filhos em casos excepcionais, segundo o texto, desde que o pedido fosse aprovado em uma análise de “risco, conveniência administrativa e interesse público”
Os desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio entenderam que ampliação do benefício a familiares extrapola limites razoáveis, o que levou o Executivo e interromper o serviço. A decisão afeta apenas a ex-primeira-dama e os filhos do casal. Castro seguirá com a segurança institucional. Em princípio, a escolta é assegurada pelo período de um mandato (quatro anos), mas pode ser renovada em caso de “persistência ou agravamento de riscos”.
Quando aprovou a medida, o então governador justificou que a necessidade de escolta está “vinculada aos riscos permanentes e supervenientes decorrentes do exercício pretérito do cargo”.
Castro deixou o governo antes do final do mandato, em março, na véspera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o deixou inelegível. Ele pretendia se candidatar ao Senado, mas desistiu do voo político depois de ter sido alvo de duas operações da Polícia Federal em um intervalo de menos de 15 dias. O ex-governador diz que está focado na própria defesa e que voltará a trabalhar como advogado. Ele vai receber também um salário de 38 000 reais do PL.






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