Novo aciona STF para instalar Conselho de Ética do Senado
Órgão está paralisado e não analisa representações de senadores, incluindo contra Alcolumbre
O partido Novo vai apresentar ao STF ainda nesta sexta-feira um mandado de segurança para exigir a instalação imediata do Conselho de Ética do Senado.
O colegiado não teve nenhuma reunião em 2025 e 2026.
Há dois meses, por exemplo, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) apresentou uma representação contra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que não foi analisada.
O próprio Girão assina a ação no STF ao lado do vereador Guilherme Kilter, de Curitiba, e do desembargador aposentado Sebastião Coelho, que vão pessoalmente protocolar o mandado.
No mandado de segurança, o Novo pede que a Corte determine à Mesa Diretora do Senado a adoção das medidas necessárias para a eleição dos membros e a instalação do Conselho de Ética, argumentando que a paralisação do órgão compromete os mecanismos de responsabilização previstos na Constituição.
Segundo o partido, a paralisação do conselho impede o andamento não apenas da representação contra Alcolumbre, mas também de dezenas de outras denúncias e petições pendentes.
“Há dois meses pedimos a abertura do processo no Conselho de Ética por entendermos que houve omissão institucional e abuso de prerrogativas, inclusive na não instalação da CPMI do Banco Master, que já conta com assinaturas suficientes. Até hoje não houve qualquer providência. Agora, diante das novas revelações divulgadas pela imprensa, estamos recorrendo ao STF para garantir que o Conselho de Ética seja instalado e que as denúncias possam ser analisadas pelas instâncias competentes”, afirma Girão.







