Nunes Marques diz que desacreditar urnas eletrônicas é ‘desconvidar eleitor brasileiro’
Declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionar integridade do sistema de votação em evento com embaixadores estrangeiros
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), voltou a sair em defesa neste domingo, 9, da credibilidade das urnas eletrônicas. Na Corrida pela Democracia, realizado no autódromo de Brasília, ele salientou que colocar em dúvida o funcionamento do sistema de votação é “desconvidar o eleitor brasileiro”. O evento faz parte da Semana Nacional do Sistema de Votação.
“Ao longo de três décadas, o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria, garantindo fiscalização e transparência no processo eleitoral e nos resultados das urnas”, afirmou o ministro. “Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil.”
Na semana passada, Nunes Marques explicou que o objetivo do evento era “ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, da informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui um patrimônio da democracia brasileira”.
“As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral. Transparência não é apenas um compromisso desta instituição, é um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras”, disse ele na ocasião.
As declarações ocorrem após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionar a integridade das urnas eletrônicas em um evento com embaixadores estrangeiros, no qual apresentou dados falsos sobre a atuação da empresa venezuelana Smartmatic no Brasil. Ele também pediu para que fosse enviada “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar o processo eleitoral brasileiro.
Mais tarde, Flávio negou ter atacado a credibilidade das urnas. A Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP) vão monitorar o pleito. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.







