Nunes Marques diz que Lula fez ataque ‘inconsequente’ à Justiça Eleitoral e manda remover vídeo
Presidente afirmou que não iria aceitar 'falcatrua' do tribunal eleitoral
O presidente do TSE, Nunes Marques, determinou a remoção de um vídeo de um comício no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou da possibilidade de a Corte eleitoral cometer uma “falcatrua”.
Para Marques, Lula fez um ataque “inconsequente” à Justiça Eleitoral em uma fala “vazia, desprovida de dados ou informações”. O presidente do tribunal ainda disse que o petista usou da sua influência para “disseminar o descrédito” contra o TSE.
A decisão de remoção atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
“Que não venha, que não venha os americanos querer influir nas nossas eleições, que não venha o Tribunal Eleitoral querer falcatrua, porque a gente sabe o que eles são capazes”, afirmou Lula, durante ato em Teresina no dia 8 de setembro.
Para o presidente do TSE, a declaração de Lula “ataca, a um só tempo e de maneira inconsequente, as ações desta Justiça especializada tanto na esfera administrativa quanto em sua atividade jurisdicional”.
“A fala impugnada é vazia, desprovida de dados ou informações e se vale da influência do representado perante o grande público presente no comício para disseminar o descrédito contra a Justiça Eleitoral. Não há qualquer base fática nela”, afirmou Nunes Marques.
O magistrado ainda disse que não foi apenas uma “crítica à atuação institucional” do TSE, o que seria permitido, mas uma “imputação implícita de conduta fraudulenta ao órgão responsável pela organização das eleições”.
A consequência disso, segundo Nunes Marques, é “lançar suspeita, sem qualquer amparo fático, sobre a confiabilidade” do trabalho do tribunal.
A decisão é provisória e ainda será analisada pelos demais ministros do TSE.
Também foi aberto prazo para a campanha de Lula e o Ministério Público Eleitoral se manifestarem, antes de uma avaliação definitiva sobre o conteúdo da declaração.






