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O elo entre o PCC e as fintechs alvos de megaoperação contra combustível adulterado

Batizada de Fluxo Oculto, força-tarefa desta quinta-feira, 28, cumpriu 59 mandados de busca em todo o estado

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 Maio 2026, 12h46
O elo entre o PCC e as fintechs alvos de megaoperação contra combustível adulterado Priorizar nos meus resultados Google

As finetchs que foram alvo da megaoperação desta quinta-feira, 28, contra a adulteração de combustíveis em São Paulo são suspeitas de também lavarem dinheiro para o Primeiro Comando da Capital, o PCC. Segundo as investigações, elas seriam seis novos CNPJs criados a partir das mesmas finetchs que foram alvo da operação Carbono Oculto, em agosto do ano passado. Nos últimos anos, essas empresas movimentaram R$ 26 bilhões — uma delas possuía um bilhão de reais em dinheiro vivo.

Batizada de Fluxo Oculto, a megaoperação desta quinta, conjunta entre Gaeco, Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo (ANS), Polícias Civil e Militar, cumpriu 59 mandados de busca em todo o estado. O grupo criminoso comprava, por meio de notas fiscais frias, um solvente chamado nafta, que é de uso apenas industrial, para fabricação de resinas e plásticos. Ele era usado de forma clandestina para dissolver combustível e aumentar o lucro de postos de gasolina de todo o estado. Esse combustível adulterado pode danificar automóveis, porque a nafta não é própria para essa finalidade. Dois terminais que distribuíam nafta do interior do estado para outras cidades foram fechados.

As movimentações financeiras do grupo eram camufladas por seis fintechs. Essas empresas foram criadas a partir das que foram alvo da Carbono Oculto — segundo as investigações, houve uma transferência de recursos e de funcionários para que essas fintechs voltassem a operar com outros CNPJs e novas fachadas. Essas empresas lavavam dinheiro para a organização criminosa que foi alvo da operação desta quinta e também para a facção Primeiro Comando da Capital, o PCC. Apesar disso, as investigações não descartam que possa haver membros da facção nas redes de postos de combustíveis.

A principal suspeita que levou a polícia e o Ministério Público a investigar essas fintechs foi o volume de transações financeiras. Ao todo, elas movimentaram R$ 26 bilhões. Uma delas, sozinha, movimentou R$ 1 bilhão em dinheiro vivo. Até a publicação da matéria, os investigadores ainda estavam contabilizando as apreensões da operação desta manhã. Há dois cofres que ainda precisam ser abertos e um milhão de reais foi encontrado em dinheiro vivo.

A operação que foi feita nesta quinta foi autorizada pela Justiça de São Paulo, que recebeu na quarta-feira, 27, uma denúncia criminal contra parte dos alvos. O Ministério Público pediu a prisão de cinco pessoas, mas elas foram negadas pela Justiça. As ações envolvendo a Fluxo Oculto permanecem em sigilo por causa das buscas ainda em andamento.

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