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‘O índio hoje não é um problema de polícia’, diz Sergio Moro

Ministro descarta volta da Funai para o Ministério da Justiça e defende acampamento na Esplanada

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 abr 2019, 11h26 | Atualizado em 24 abr 2019, 15h19
‘O índio hoje não é um problema de polícia’, diz Sergio Moro Priorize VEJA no Google

Mais de 1.000 Índios de todo o país estão desde a manhã desta quarta-feira, 24, acampados no canteiro central da Esplanada dos Ministérios e já montaram centenas de barracas de lona, onde ficam até quinta. Eles protestam contra algumas medidas do governo de Jair Bolsonaro, como a transferência do Ministério da Justiça para o Ministério da Agricultura e a extinção de conselhos que tinham a participação de representantes dos índios.

Por volta das 9 horas, o ministro Sergio Moro parou em frente ao protesto para discursar para policiais militares que participam da Operação Tiradentes. O ministro Moro descartou a volta da Funai para o Ministério da Justiça. “Essa é uma decisão do governo federal, está no Congresso. No fundo, foi uma decisão tomada, acho uma decisão correta”, disse Moro.

Índios acampados no Congresso
Índios acampados na frente do Congresso (Veja/VEJA)
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“O índio hoje não é um problema de polícia. O índio precisa de assistência principalmente para desenvolvimento de oportunidades econômicas e para manter as suas tradições”, afirmou o ministro. Ele defendeu a permanência dos índios na Esplanada: “O que existe são manifestações públicas, legítimas do índio, como qualquer cidadão”. Moro fez selfies com os policiais, mas não foi ao local onde os índios estão acampados, a 50 metros de onde discursou.

A PM de Brasília não esperava que algumas barracas fossem montadas nas proximidades do Congresso. Na negociação, ficou acertado que as barracas seriam montadas a 4 quilômetros da Esplanada. A Polícia Militar do DF fechou a frente do Congresso com duzentas viaturas e 538 policiais militares. Ao todo, a PM mobilizou 1.800 policiais para eventuais conflitos. O governo também mobilizou homens da Força Nacional, que estão de prontidão. Segundo a PM, o grande número de policias é parte da Operação Tiradentes, que integra polícias de todo o país.

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Manifestação de índios na Esplanada (veja/VEJA)
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