O nível de preocupação de executivos com a contratação de influenciadores
Pesquisa analisou percepção de risco e critérios antes de escolha de profissionais
A ampla maioria dos executivos de comunicação vê riscos na contratação de influenciadores, de acordo com pesquisa da Nexus.
Para 89% dos entrevistados, esses profissionais apresentam risco relevante para a reputação da empresa, sendo que para 72% o risco é “muito” grande e para 17%, é “moderado”.
Entre as organizações que utilizam ações de marketing ou de comunicação, a percepção de risco é ainda maior: 91% dos líderes disseram haver muito (73%) ou mais ou menos (18%) risco à reputação da empresa na escolha dos influenciadores contratados.
A pesquisa “O poder da influência como decisão de negócio” ouviu 110 líderes empresariais, em entrevistas telefônicas, entre os dias 16 de junho e 4 de agosto.
Para tentar driblar o fator de risco, 88% das empresas sempre avaliam a reputação do influenciador antes da contratação. Outros 3% disseram que às vezes avaliam e 1% fazem isso na maioria dos casos.
Entre companhias que fazem ações de comunicação ou marketing, o percentual de avaliação do contratado passa para 92%.
“O nível de consciência da gestão de risco entre os principais líderes empresariais é altíssimo. A pesquisa mostra que existe a preocupação e o cuidado na seleção desses influenciadores, que, para o grande público, estão representando a empresa”, aponta o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
Na hora de avaliar essa reputação, a credibilidade (72%) e o alinhamento de valores (71%) são os principais critérios observados. Depois aparecem afinidade com a marca (67%), segurança reputacional (64%), posicionamentos públicos (56%), engajamento (55%), histórico de crises (53%) e audiência (52%). Os entrevistados podiam escolher quantas alternativas quisessem.
Os critérios de avaliação são parecidos com os pré-requisitos que as empresas procuram preencher antes de assinar com um influenciador: para metade dos entrevistados, a credibilidade (49%) e a reputação (47%) do contratado são os aspectos mais importantes. Logo depois surge a afinidade com a marca (43%).
Apenas 19% dos líderes empresariais consideram o alcance desse influenciador um dos principais critérios de escolha, 15% o engajamento e 14%, a especialização técnica. Eles deveriam hierarquizar até dois quesitos.
“O que a gente vê é que o principal fator para a contratação de um influenciador é ele não ser um potencial risco para a empresa. Antes mesmo da expertise no assunto, dos números de seguidores ou da capacidade de gerar debate desse influenciador, o risco de ele se tornar o estopim de uma crise é a primeira coisa a ser levada em conta pelos grandes líderes antes de uma contratação”, conclui Tokarski.







