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O pedido de Malafaia ao STF na véspera de julgamento

Pastor tenta adiar retomada de análise de denúncia da PGR por calúnia e injúria

Por Daniel Gullino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 abr 2026, 17h44 | Atualizado em 28 abr 2026, 15h13
O pedido de Malafaia ao STF na véspera de julgamento Priorizar nos meus resultados Google

A defesa do pastor Silas Mafalaia solicitou ao ministro Cristiano Zanin, do STF, o adiamento da análise da denúncia contra ele por calúnia e injúria, marcada para ser retomada amanhã na Primeira Turma.

Malafaia quer que o julgamento só ocorra quando o colegiado voltar a ter cinco membros — uma vaga está aberta desde outubro, quando Luiz Fux foi para a Segunda Turma, ocupando o posto deixado pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barros.

“O adiamento do julgamento revela-se medida que prestigia a eficiência, a racionalidade e a própria autoridade das decisões desta Corte”, argumentou o advogado Jorge Vacite Neto.

A denúncia foi apresentada pela PGR devido a ataques contra generais do Exército, incluindo o atual comandante, Tomás Paiva.

O julgamento começou no plenário virtual, em março, com o voto do ministro Alexandre de Moraes para receber a denúncia e tornar Malafaia réu. Zanin, contudo, pediu destaque, o que levou a discussão ao ambiente físico.

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Malafaia chamou os oficiais de “cambada de frouxos, cambada de covardes” e afirmou que eles “não honram a farda que vestem”, ao criticá-los a prisão do ex-ministro e general da reserva Walter Braga Netto.

“É evidente o propósito do denunciado de constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o Comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, em decorrência do exercício dos cargos ocupados”, afirmou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao apresentar a denúncia.

Também irão votar os ministros Cármen Lúcia e Flávio Dino.

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Malafaia afirma que não deveria estar sendo julgado no STF, por não ter foro, e diz que sua fala foi genérica.

“Eu não tenho foro. Eu não tenho prerrogativa de função para ser julgado no STF. Eu falo genericamente. Não individualizo ninguém, não individualizo o comandante do Exército”, declarou ao Radar.

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