O que é rope jumping, esporte que levou a tragédia após jovem ser lançada sem corda
Jovem de 21 anos foi atirada de penhasco sem que corda estivesse acoplada ao seu corpo
Na manhã deste sábado, 13, a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi morta em Limeira, no interior de São Paulo, após ser atirada de um precipício sem que a corda essencial ao ‘rope jumping’ fosse acoplada ao seu corpo. Ela caiu de uma altura de 40 metros e chegou a receber os primeiros socorros de pessoas presentes na trilha. O Samu foi acionado e constatou o óbito dela no local. Ao chegar à Ponte do Esqueleto, após a tragédia, o noivo da mulher passou mal e precisou ser socorrido.
Ao todo, seis pessoas foram presas — duas das quais fugiram da cena e foram encontradas pouco depois pela Polícia Militar, com ajuda do helicóptero Águia.
A delegacia de Limeira investiga o caso. Nas imagens, intrutores vestem camisas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei.
O que é rope jumping?
O esporte radical consiste em saltar de um penhasco alto enquanto se está preso a uma longa corda de escalada, que é então acoplada a um sistema de ancoragem. Diferente do bungee jumping, a corda é menos elástica e permite que o praticante experimente a sensação de queda livre por mais tempo antes de ser interrompido.
A corda é ancorada ou à direita, ou à esquerda do ponto de salto, para assim criar uma trajetória pendular que evita grandes lesões ou tensão excessiva, quando a prática é feita de maneira responsável. Mesmo sob condições ideais, no entanto, o esporte ainda é considerado extremamente perigoso e por isso exige conhecimento técnico minucioso por parte dos prestadores de serviço.
O fundador do rope jumping, Dan Osman, morreu em 1998 quando seu sistema de ancoragem falhou durante um salto no parque nacional Yosemite, na Califórnia.







