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O que explica o silêncio sobre Jaques Wagner nas eleições da Bahia

Três dos maiores nomes da oposição ao PT evitaram explorar, por ora, as suspeitas envolvendo a relação do líder do governo Lula no Senado com o Banco Master

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jun 2026, 11h30 | Atualizado em 22 jun 2026, 11h46
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Os três maiores nomes da oposição ao PT na Bahia atualmente escolheram não explorar politicamente a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) na semana passada, que investiga sua relação com o Banco Master e as possibilidades dele ter recebido vantagens financeiras da instituição em troca de apoio parlamentar.

O maior desses nomes, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União-BA) não respondeu a reportagem de VEJA quando foi procurado no dia da operação. Também não falou sobre o assunto nas redes sociais.  Ele é, hoje, o principal nome do polo antipetista no estado e disputará o comando da Bahia contra o governador Jerônimo de Freitas (PT).

Quando questionado por jornalistas na última sexta-feira sobre o caso de Wagner — que é líder do governo Lula no Senado — ele desconversou e disse que era um problema para outra instância da política, a Justiça. “Essa é uma questão que cabe ao Judiciário. O que nós esperamos é que a investigação seja completa, isenta, correta e que, ao fim, se há responsáveis e culpados, que sejam punidos. É aguardar para ver os desdobramentos que eventualmente isso pode ter”, respondeu.

A decisão pode ser lida como uma estratégia de adotar a cautela, visto que próprio Neto já foi apontado como um político que também mantinha relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ACM Neto apareceu como recebedor de 3,6 milhões de reais do Banco Master e da gestora de recursos Reag (que se tornou alvo da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro) entre março de 2023 e maio de 2024. O político tem afirmado que o recurso é referente a serviços de consultoria que prestou e, até então, não foi alvo de operações.

Outro importante nome de oposição, o senador Ângelo Coronel (Republicanos-BA) — que, no início deste ano, deixou o PSD e rompeu a aliança que tinha com o PT por ter sido preterido na disputa ao Senado –, também não explorou a situação, mesmo sendo adversário direto de Wagner na disputa por uma vaga no parlamento (ele ocupa uma das vagas para o Senado na chapa de ACM Neto).

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Já o segundo nome ao Senado na chapa de oposição ao PT, o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL-BA), até foi às redes para comentar a investigação da PF contra Wagner, mas não se alongou demais. Disse apenas que “considera grave, com indícios fortes” de irregularidades concretas, mas pediu apenas que a apuração seja feita dentro da lei, com isenção e sem interferência política.

Assim como o PL nacional, que foi mais incisivo ao criticar Jaques Wagner e o PT, João Roma escolheu por dar continuidade em seu posicionamento sobre os problemas da Bahia, criticando a atual gestão petista. Assim como ACM Neto e Jaques Wagner, João Roma também mantinha relações com Augusto Lima, ex-sócio do Master investigado no caso do PT.

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