O que levou advogada a deixar defesa de Monique Medeiros, mãe do menino Henry
Florence Rosa não faz mais parte da equipe jurídica da professora, que enfrentará agora recursos contra decisão que a absolveu de acusação pela morte do filho
A advogada Florence Rosa anunciou sua saída da defesa da professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto em 2021. A criminalista atribuiu a decisão a divergências sobre a estratégia que será adotada na nova fase do processo.
O julgamento sobre a morte do menino foi concluído na semana passada. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado. Já Monique foi absolvida da acusação de envolvimento no crime. Ela foi condenada a apenas 1 anos e quatro meses de pena por omissão em relação a um alerta da babá de Henry.
O Ministério Público confirmou que vai recorrer para tentar submeter a professora a um novo julgamento. A defesa aguarda os argumentos da Promotoria para decidir como se posicionar. Os advogados também avaliam acionar judicialmente a prefeitura do Rio por ter demitido Monique do cargo de professora.
Em nota enviada à imprensa, Florence afirmou que sua contratação previa atuação exclusiva durante o julgamento do caso no Tribunal do Júri, mas que havia disposição de permanecer no processo durante a fase recursal. Segundo ela, a chegada de um novo integrante à equipe de defesa tornou inviável a continuidade do trabalho conjunto.
“Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo, encerrarmos a nossa atuação no caso”, afirmou. A advogada destacou que divergências sobre a condução técnica são situações naturais na advocacia e defendeu que a coerência estratégica é um “pressuposto da plenitude de defesa“.
Florence ganhou protagonismo no julgamento ao sustentar com firmeza perante os jurados que Monique também foi vítima de Jairinho e que sofreu tratamento mais rigoroso por ser mulher. A tese contribuiu para que os jurados afastassem a acusação de homicídio doloso por omissão contra a professora e foi usada pela juíza Elizabeth Machado Louro, que conduz o processo, para conceder o instituto do perdão judicial a Monique.






![[RELAMPAGO] PAYWALL (728 x 90 px) Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-728-x-90-px.gif?quality=70&strip=info)
![[RELAMPAGO] PAYWALL - 328x79 Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-328x79-1.gif?quality=70&strip=info)