O valor do fundo eleitoral embolsado por Michelle Bolsonaro
No total, o fundo eleitoral do PL soma R$ 881 milhões nas eleições deste ano
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) recebeu R$ 3,448 milhões do PL para sua campanha ao Senado pelo DF nesta quinta-feira, de acordo com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. O valor representa a fatia máxima que uma candidatura ao cargo pode embolsar do fundo eleitoral através do partido da família Bolsonaro.
No total, o fundo eleitoral do PL soma R$ 881 milhões nas eleições deste ano.
Michelle foi confirmada pelo PL como candidata ao Senado em convenção realizada em Brasília no início de agosto. A ex-primeira-dama disputará uma das duas vagas destinadas ao DF, tendo a deputada federal Bia Kicis, também do PL, como companheira de chapa. A candidatura coloca Michelle no centro da estratégia do partido para preservar uma representação bolsonarista na bancada do Distrito Federal e transforma a popularidade construída durante o governo Jair Bolsonaro em uma disputa eleitoral própria.
Levantamento feito pela Quaest e divulgado em 25 de agosto aponta a ex-primeira-dama com 25% das intenções de voto, contra 17% de Leila do Vôlei e 12% de Erika Kokay. O Datafolha, divulgado quatro dias antes, também colocou Michelle na liderança, com 19%, seguida por Leila, com 16%, em cenário de empate técnico entre as duas, considerando a margem de erro.
A oficialização dela como candidata ao Senado ocorreu em 2 de agosto, durante a convenção regional do partido em Brasília, que também lançou a deputada federal Bia Kicis para a outra vaga em disputa. A candidatura consolidou a estratégia do PL de manter no Distrito Federal dois nomes ligados diretamente ao bolsonarismo.
A confirmação da candidatura de Michelle ocorreu após um período de tensão pública com os filhos de Jair Bolsonaro, especialmente Flávio, Carlos e Eduardo. A crise ganhou dimensão política em junho, quando Michelle criticou a articulação do PL no Ceará e afirmou ter sido desrespeitada por Flávio.
O episódio levou a ex-primeira-dama a deixar a presidência nacional do PL Mulher e colocou em dúvida sua permanência na disputa pelo Senado.
Apesar do desgaste familiar, o PL manteve Michelle na corrida eleitoral pelo Distrito Federal. Nas semanas seguintes, houve uma tentativa de recomposição com Flávio, que culminou em uma aproximação pública entre os dois e na participação conjunta em atividades de campanha. A reaproximação, contudo, não eliminou as divergências com os demais filhos de Bolsonaro, especialmente Carlos e Eduardo..







