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Os ingressos do show de Jaques Wagner, o Master e o PCC

O nome de João Carlos Mansur aparece em quatro escândalos investigados pela Polícia Federal

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jun 2026, 16h41 | Atualizado em 21 jun 2026, 09h44
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Na decisão que autorizou a busca da Polícia Federal na residência do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça fez referência a um personagem que já apareceu em outras investigações policiais — o operador do mercado financeiro João Carlos Mansur.

Na investigação sobre o líder petista, Mansur é apontado como o responsável por adquirir ingressos no valor de 63 mil reais para um show da cantora Taylor Swift para Jaques Wagner e familiares. O pedido do senador foi feito a Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, que repassou ao operador.

“A aquisição dos bilhetes, que também foi objeto de diálogo envolvendo João Carlos Mansur, teria sido realizada pela empresa Reag Investimentos”, anotou o ministro André Mendonça em sua decisão.

Mansur é investigado na Operação Compliance Zero, que apura as fraudes do Master, por suspeita de captação de recursos, aplicação em fundos e ocultação de patrimônio pessoal para Vorcaro e familiares.

O operador se afastou da presidência do Conselho de Administração da Reag, em setembro passado, depois de a  instituição ter sido citada numa operação contra o Primeiro Comando da Capital, o PCC, em São Paulo.

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A investigação apontou irregularidades em operações de distribuição de petróleo, um esquema que envolvia lavagem de dinheiro de fundos de investimento e fintechs.

A suspeita é que a Reag teria sido usada par criar  fundos de investimentos que eram destinados à aquisição de empresas e à blindagem do patrimônio de criminosos do PCC.

Mansur também é investigado pelo seu relacionamento com os empresários Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco.

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Em janeiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag por  graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.

Uma reportagem de VEJA desta semana revela que a Reag também aparece num rumoroso caso de corrupção na Bahia que envolve o desvio de 48 milhões de reais, que deveriam ter sido usados para a compra de respiradores durante a pandemia da Covid-19.

Procurado, Mansur, por intermédio de sua assessoria, disse que ele não tem nada a declarar.

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