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PCC propôs que rival matasse servidor público para permanecer morando no interior de SP

Operação prendeu sete acusados do crime; imposição da facção demonstra a tentativa de domínio de território, ação típica das máfias italianas

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 Maio 2026, 14h10 | Atualizado em 8 Maio 2026, 14h37

Uma operação denominada “Sindon” foi deflagrada nesta sexta-feira, 8, para prender integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que articulavam plano para matar um agente da Polícia Civil da região de São José do Rio Preto, interior paulista. Foram cumpridos sete mandados de prisão e doze de busca e apreensão.

De acordo com apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), integrantes do PCC naquela região propuseram que um desafeto da organização matasse o agente público em troca da autorização para permanecer morando na cidade do interior paulista, o que demonstra tentativa de dominação territorial e social, típico de máfias italianas.

Porque por meio de todo esse levantamento que eles fazem, quem é agente público, quem pode ser vítima de atentado, parentes de faccionados de facção rival, eles fazem todo esse tipo de levantamento e propõem atentados contra essas pessoas como se houvesse a eles decidir quem pode ficar ou não em determinada localidade”, disse o promotor do Gaeco, Tiago Fonseca.

A investigação apontou que o integrante de facção rival de menor expressão em São Paulo permaneceu 20 anos preso. Ao sair da cadeia e se deslocar para o interior paulista, ele foi contactado pelos integrantes do PCC.  Segundo o promotor, “sempre eles (PCC) adotam uma conduta criminosa contra agentes públicos que atrapalham a administração dos crimes que eles tentam cometer reiteradamente. Então, é uma forma também muito grave, porque é uma forma de tentativa de intimidação não só de uma instituição ou de outra instituição, mas do Estado”, disse Fonseca. 

“Quando o Estado representa uma ameaça aos negócios da organização criminosa, ele acaba sendo vítima, por meio dos seus servidores, de atentados irreparáveis. É uma tentativa, na verdade, de intimidação do próprio Estado”, continuou o promotor. Os mandados de busca e apreensão cumpridos recolheram diversos materiais considerados úteis para a continuação das investigações, como celulares e notebooks, e devem servir para novas operações na região de São José do Rio Preto. 

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