PF conclui que concessionária de carros de luxo lavava dinheiro para PCC e Comando Vermelho
Investigação aponta que empresa em Osasco integrava esquema financeiro do tráfico internacional de cocaína
A Polícia Federal concluiu que uma concessionária de veículos de luxo localizada em Osasco, na Grande São Paulo, integrava um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Segundo a investigação da Operação Commodity, a empresa era utilizada para dar aparência legal aos recursos obtidos com o tráfico internacional de cocaína, em um esquema que utilizava o Porto do Rio de Janeiro como uma das principais rotas de envio da droga para a Europa. A Justiça determinou intervenção judicial na concessionária.
Como era dividida a organização criminosa
De acordo com a PF, a organização operava com uma estrutura altamente especializada. Enquanto um núcleo era responsável pela logística de exportação da cocaína, outro atuava na ocultação do dinheiro obtido com o tráfico por meio de empresas de fachada, emissão de notas fiscais sem lastro, negociações aparentemente regulares e movimentações com criptomoedas. Entre os investigados estão Rodrigo de Paula Morgado, conhecido pelos investigadores como contador do PCC, e Wanderson Machado de Oliveira, o Del Piero ou Pen Drive, que já estavam presos e agora também passam a responder pelos crimes apurados na Operação Commodity.
Porto do Rio era usada para envio de cocaína à Europa
As apurações identificaram pelo menos seis carregamentos de drogas atribuídos ao grupo entre 2023 e 2025. Segundo a Polícia Federal, a cocaína era escondida em cargas de café, cimento e argamassa e, em alguns casos, até dissolvida em refrigerantes para dificultar a fiscalização. As remessas tinham como destino países como Bélgica, Alemanha, França, Espanha e Eslovênia, reforçando o papel do Porto do Rio de Janeiro na logística internacional da organização criminosa.
Rodrigo Morgado já havia sido alvo de outras operações da Polícia Federal, entre elas a Narco Bet e a Narco Fluxo, que também investigaram o financiamento de organizações criminosas e levaram às prisões dos funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP. Para os investigadores, o empresário utilizava seu conhecimento na criação de empresas e na movimentação de recursos para sustentar financeiramente o esquema responsável por enviar toneladas de cocaína ao exterior.






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