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PGR considerou ‘precipitada’ busca contra advogado e familiares de vice-líder do governo

Vice-procurador-geral afirmou que quebra do sigilo bancário e fiscal dos investigados era suficiente no momento

Por Daniel Gullino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 ago 2026, 11h12 | Atualizado em 6 ago 2026, 15h23
PGR considerou ‘precipitada’ busca contra advogado e familiares de vice-líder do governo Priorizar nos meus resultados Google

A Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou “precipitadas” as buscas contra o advogado Willer Tomaz e contra familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Eles foram alvo na terça-feira de uma nova fase da Operação Sem Desconto.

Para o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, a quebra do sigilo bancário e fiscal dos investigados seria suficiente neste momento.

“Por ora, qualquer outra iniciativa probatória de natureza cautelar, sobretudo aquelas que se cumprem de forma ostensiva, tornando-se conhecidas dos investigados, e comumente expostas ao domínio público, parecem precipitadas”, escreveu, em manifestação ao STF.

Entretanto, o relator, ministro André Mendonça, decidiu seguir o pedido original da PF e autorizou a medida. “As diligências mostram-se adequadas porque podem confirmar ou infirmar as hipóteses policiais; necessárias porque os elementos pretendidos não podem ser obtidos com igual eficácia apenas por requisições externas, sobretudo diante da possibilidade de controles informais, arquivos locais, comunicações efêmeras e numerário; e proporcionais em sentido estrito porque os alvos, os locais, as categorias de objetos e os fatos de interesse estão delimitados”, avaliou Mendonça.

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A suspeita da PF é que Willer Tomaz auxiliasse Weverton a lavar o dinheiro obtido com o esquema de fraudes no INSS.

Hindenburgo considerou que os indícios formam um “quadro verossímil de eventos”, mas ressaltou que “as quebras de sigilo servirão para

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confirmar, com a consistência necessária, a origem dos recursos movimentados pelos investigados, as conexões financeiras entre si estabelecidas e o possível descompasso patrimonial”.

Em nota, Tomaz, afirmou que não tem “qualquer envolvimento com os fatos apurados no âmbito da Operação Sem Desconto”. Weverton se disse alvo de perseguição política.

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