PL monta chapa ‘puro-sangue’ no Rio após perder apoio do Centrão
Federação União Progressista desembarcou de aliança e decidiu manter neutralidade na disputa fluminense, forçando o partido de Flávio Bolsonaro a recorrer a candidaturas 'caseiras' no berço do bolsonarismo
O PL precisou recorrer a soluções caseiras para completar a chapa no Rio de Janeiro. A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, desembarcou da aliança, isolando o partido. Com isso, a legenda decidiu lançar o deputado federal Carlos Jordy (PL) na disputa para a segunda vaga ao Senado. O senador Carlos Portinho (PL) já havia sido anunciado como candidato à reeleição.
A federação decidiu manter a neutralidade na disputa fluminense, assim como fará em relação à corrida presidencial. Sem tempo para reorganizar a composição, já que o prazo final para definir os candidatos termina nesta quarta-feira, 5, o PL escolheu Jordy, que já vinha sendo cotado para o Senado, mas acabou preterido na primeira vaga.
O candidato do partido ao governo é o deputado estadual Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa, que estava sem vice que o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desembarcou da chapa. A vaga em aberto foi ocupada com a vereadora de Niterói Fernanda Louback, também do PL.
A candidatura de Douglas Ruas sofre um grande revés com a saída da federação. Um dos desafios do deputado é se tornar mais conhecido da população. O tempo de propaganda eleitoral na televisão e no rádio que a aliança proporcionaria era considerado essencial para ganhar projeção, especialmente porque o deputado enfrenta nomes conhecidos na corrida ao Palácio Guanabara: o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), favorito nas pesquisas, e o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), dono de um recall importante.







