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Polícia faz operação contra expansão do Comando Vermelho em Paraty

Facção lucra com a extorsão de moradores e comerciantes; líderes do CV comandam crimes da cadeia

Por Gustavo Villela 16 set 2026, 16h40
Polícia faz operação contra expansão do Comando Vermelho em Paraty Priorize VEJA no Google

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriram, nesta quarta-feira, 16, 29 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de operar a expansão do Comando Vermelho em Paraty, na Costa Verde do Rio. Os agentes estiveram em endereços da capital, das cidades de Paraty, Angra dos Reis e Nova Iguaçu e também em dois presídios. Duas pessoas foram presas em flagrante. A identidade delas não foi divulgada.

A ação, batizada de Operação Alba, foi conduzida pelo 5º Departamento de Polícia de Área (5º DPA) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP. Segundo o Ministério Público, um inquérito policial apontou que o crime organizado tem avançado em áreas próximas ao Centro Histórico de Paraty, famoso internacionalmente pelo turismo e parte de um sítio reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

Tráfico na região do Centro Histórico

Investigações da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes, da 1ª Promotoria de Justiça de Paraty e do Gaeco indicam que a Ilha das Cobras serve de ponto estratégico para o preparo, armazenamento e  distribuição de drogas. O local, perto do Centro Histórico, é classificado como de alta vulnerabilidade social pela Câmara de Paraty e é ocupado pelo CV há mais de uma década.

Ainda de acordo com as investigações, o crime organizado lucra na região com a extorsão de comerciantes, inclusive dos barqueiros que atuam no cais de Paraty, fora a venda de drogas. Por causa do movimento de expansão da facção, Paraty também virou palco de casos de violência extrema e de  circulação de armas.

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Comerciantes e moradores ameaçados

O Gaeco apura relatos de proprietários que tiveram os seus estabelecimentos queimados nas últimas semanas porque se recusaram a pagar taxas impostas pelos criminosos. Há depoimentos de pessoas que foram expulsadas de suas casa e ameaçadas de morte pelo mesmo motivo.

As investigações indicam que há três líderes do CV na região: Marcel Espírito Santo Souza, conhecido como Cebolão, preso em 2017; João Pedro Ferreira Francisco, o JP, preso em 2023; e Marcelo Silva de Melo Dutra Júnior, o Marcelinho, que também está na cadeia. Diante de pedido do MP, a 4ª Vara das Garantias do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a transferência dos três para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu I, de segurança máxima.

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