Polícia identifica entregadores suspeitos de espancar homem em Copacabana
Os dois estão foragidos; outros dois homens foram presos pelas agressões que mataram Cláudio Rafael Landeiro Moreira
A Polícia Civil do Rio identificou os dois entregadores suspeitos de participação no espancamento até a morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, Zona Sul do Rio, no último dia 11. São eles Ailton José da Silva e Felipe Eduardo Dos Santos Silva. A Justiça determinou a prisão temporária dos dois, considerados foragidos. Na noite de quinta-feira, o segurança Davi Santos Machado se entregou à polícia: ele seria responsável por dar pelo menos 30 pauladas na vítima.
+ Acusado injustamente de roubo levou mais de 50 pauladas em Copacabana
Ainda ontem, durante o dia, Jorge Luiz Ricardo Dias também se entregou. Ele teria segurado a bicicleta usada por Cláudio e o porrete do linchamento. Uma câmera de segurança gravou toda a sequência de agressões na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Cláudio foi golpeado com mais de 50 pauladas após ser falsamente acusado de roubo da bicicleta, que pertence a uma de suas irmãs.
As imagens da violência brutal mostram que ele também passou por uma sessão de socos e chutes, além de ter tido a cabeça pisada várias vezes. Cláudio, segundo sua família, sofria de transtornos psicológicos e não conseguiu se defender. Ele sofreu traumatismo cranioencefálico e hemorragia interna e teve lesões no baço e no rim esquerdo, de acordo com laudo de necropsia.
Ele havia saído de sua casa, em Botafogo, por volta das 22h30, para ir a uma loja de conveniência e dar um passeio na bicicleta de uma das irmãs. Na Barata Ribeiro, foi abordado por Davi, como se tivesse roubado a bicicleta. Davi, a princípio, alegou não ter participação nas agressões, que duraram cerca de sete minutos. Mas os registros mostram que ele atingiu Cláudio com um porrete improvisado, acompanhado pelos entregadores. A dupla deu socos e chutes e segurou a vítima, impedindo que escapasse.
Os envolvidos tiraram, inclusive, fotos de Cláudio. Ele foi abandonado e esperou ao menos por 30 minutos pela chegada dos bombeiros.







