Oferta Dia dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90

Por que Monique Medeiros foi perdoada pela morte de Henry Borel

Decisão do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro foi anunciada nesta quinta-feira

Por Da Redação 4 jun 2026, 06h48 | Atualizado em 4 jun 2026, 13h37
Por que Monique Medeiros foi perdoada pela morte de Henry Borel Priorizar nos meus resultados Google

O Segundo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro decidiu, na madrugada desta quinta, 4, não condenar a professora Monique Medeiros pela morte do filho, Henry Borel. A maioria dos jurados concluiu que sua conduta não poderia ser enquadrada como homicídio doloso, afastando a acusação de que ela teria agido com intenção de matar ou assumido o risco pelo resultado. Por outro lado, o ex-vereador carioca Jairo de Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, nove meses e vinte dias de prisão pelo assassinato da criança.

Com a decisão, a denúncia foi desclassificada para homicídio culposo, modalidade em que não há intenção de matar. Como esse tipo de crime não é de competência do Tribunal do Júri, o caso foi remetido à Justiça comum. Na sequência, a juíza Elizabeth Machado Louro, presidente do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, concedeu perdão judicial à professora.

Monique foi condenada a um ano e quatro meses de prisão por omissão em um episódio de tortura contra o filho. Como já havia cumprido esse período durante a prisão preventiva, a magistrada determinou sua soltura.

O que disse a juíza ao anunciar a decisão?

Ao justificar o perdão judicial, Elizabeth Machado Louro afirmou que Monique foi alvo de tratamento desigual em razão de seu papel como mãe. Segundo a magistrada, houve uma expectativa social mais rigorosa sobre sua conduta por ser mulher.

“Fosse o pai, e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado”, afirmou a juíza durante a leitura da decisão. Para ela, a cobrança sobre a maternidade influenciou a forma como a professora foi julgada ao longo do processo.

Continua após a publicidade

Como reagiu o pai de Henry Borel?

A decisão provocou forte reação de Leniel Borel, pai do menino. Após o encerramento da sessão, ele criticou o resultado do julgamento e afirmou que a mensagem transmitida pela Justiça foi prejudicial à proteção de crianças e adolescentes.

“Esse tribunal deu a resposta de que é permitido sim agredir crianças”, declarou Leniel, demonstrando indignação com o desfecho do caso em relação à mãe de Henry.

Como foi o depoimento de Monique durante o julgamento?

Ao longo do julgamento, Monique chorou diversas vezes. Um dos momentos de maior emoção ocorreu durante a exibição de fotografias do corpo da criança, quando precisou receber atendimento médico. Em outro trecho marcante, a professora se emocionou ao relatar o enterro do filho.

Nas horas finais da sessão, quando o veredicto se aproximava, ela permaneceu ao lado de uma de suas advogadas e voltou a chorar enquanto acompanhava a leitura das decisões.

Continua após a publicidade

Quais foram os elementos usados pela acusação?

A acusação sustentou que Monique ignorou alertas feitos pela babá de Henry, Thayná Ferreira, e também sinais relatados pelo próprio menino sobre supostas agressões praticadas por Jairinho.

Segundo a denúncia, mensagens obtidas pelos investigadores mostrariam que a babá comunicou à mãe episódios considerados preocupantes. Entre eles, um relato de que Jairinho teria permanecido trancado com Henry em um quarto e que, ao sair, a criança reclamava de dores na cabeça e no joelho, além de apresentar dificuldades para caminhar.

Por que Monique mudou sua versão sobre a morte do filho?

Em seu primeiro depoimento, a professora afirmou ter encontrado Henry caído no quarto na noite da morte. Depois de ser presa, rompeu com Jairinho, contratou novos advogados e alterou sua versão dos fatos.

Monique passou a afirmar que havia sido orientada pela equipe jurídica do então companheiro a mentir às autoridades. Também declarou que teria sido dopada por ele e que não sabe exatamente o que ocorreu com o filho naquela noite.

Continua após a publicidade

Questionada pela juíza sobre quem acreditava ser responsável pela morte de Henry, atribuiu pela primeira vez o episódio ao ex-companheiro. “Eu creio que foi o Jairo”, afirmou.

Como a defesa tentou sustentar a tese de inocência?

A estratégia da defesa buscou destacar depoimentos de ex-companheiras de Jairinho que relataram episódios de violência e que foram ouvidas como testemunhas da acusação.

Com base nesses relatos, Monique sustentou que também teria sido vítima do ex-vereador. Ao mesmo tempo, afirmou que não desconfiava que ele pudesse fazer mal ao filho porque o considerava uma figura pública respeitada e, segundo seu relato, “acima de qualquer suspeita”.

Continua após a publicidade

Com a decisão do júri, Monique deixa o processo sem condenação pela morte de Henry Borel, permanecendo responsabilizada apenas pela omissão relacionada à tortura.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA RELÂMPAGO

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).