Por que Zanin ignorou PF e PGR ao mandar soltar lobista do STJ
Ministro considerou que investigação está avançada e que prisão durava muito tempo
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), contrariou o posicionamento da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao determinar a soltura do lobista Andreson Gonçalves, investigado por um suposto esquema de venda de sentenças no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Os dois órgãos haviam defendido a manutenção da prisão preventiva de Andreson.
Zanin disse reconhecer os “relevantes fundamentos apresentados”, mas afirmou que a conclusão parcial da investigação, com o indiciamento do lobista, permite “o abrandamento da medida extrema, com substituição por cautelares menos gravosas”.
Andreson terá que usar tornozeleira eletrônica e não poderá sair de casa de noite e nos fins de semana.
O relator também ressaltou que a prisão preventiva já durava há muitos meses sem a apresentação de uma denúncia.
“Essas circunstâncias possibilitam, no meu modo de ver, considerado o dilatado tempo de prisão preventiva sem apresentação da peça acusatória, a substituição da custódia cautelar por monitoração eletrônica, acrescida das demais medidas cautelares já impostas nos autos”, avaliou Zanin.
O principal argumento da defesa de Andreson pela soltura era sua situação de saúde. O ministro, contudo, considerou que há “elementos indiciários da perda de peso voluntária”.





