Quando Augusto Cury virou ‘guru’ da seleção brasileira
Escritor palestrou para jogadores e teve livros distribuídos por Dunga
Augusto Cury, 67, candidato à Presidência pelo Avante, teve uma relação próxima com a seleção brasileira durante a preparação para a Copa do Mundo de 2010. Pouco antes do embarque da delegação para a África do Sul, o escritor foi ao CT do Caju, em Curitiba, a convite do então técnico Dunga, para uma conversa com os jogadores.
A aproximação havia começado meses antes. Em agosto de 2009, Dunga pediu à editora Sextante 40 exemplares de O Futuro da Humanidade, obra de Cury, que foram distribuídos entre integrantes da seleção. Uma imagem divulgada pela CBF chegou a mostrar o treinador e Elano com um exemplar. A relação rendeu ao escritor o apelido de “guru de Dunga”, expressão que ele rejeitava. “Em hipótese alguma sou ‘guru’ do Dunga. Sou apenas um ‘semeador de ideias’”, afirmou ao Fantástico na época.
Na conversa com os atletas, abordou maneiras de administrar a pressão e situações de estresse durante uma partida, como erros, provocações de adversários e vaias da torcida. “No futebol, céu e inferno estão muito próximos, cinco segundos podem ser o carrasco de 90 minutos”, declarou.
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