Rede de proteção: SP amplia abrigos sigilosos e auxílio para vítimas de violência
Dados obtidos pelo Radar mostram avanço na capacidade de acolhimento e no suporte financeiro a mulheres com medida protetiva
A escalada da violência de gênero mobiliza ações do Governo de São Paulo. O Radar obteve com exclusividade dados sobre a expansão da rede de acolhimento às vítimas no estado. A atual gestão ampliou para 47 o número de abrigos sigilosos que acolhem mulheres em situação de vulnerabilidade. Desde 2023, foram entregues 17 unidades, elevando a capacidade de atendimento para 1.334 pessoas.
Esses locais disponibilizam moradia temporária, suporte jurídico e assistência psicossocial para mulheres e seus filhos menores de 18 anos. Aquelas que obtiveram uma medida protetiva da Justiça também têm direito a receber um auxílio-aluguel no valor mensal de 500 reais, recurso que ajuda na busca por novos lares distantes dos agressores. Até junho deste ano, a medida já amparou mais de 9.000 vítimas.
Para acessar esses recursos, delegacias especializadas ou centros de assistência social devem ser acionados, enquanto situações emergenciais devem ser reportadas por meio dos canais 180 ou 190.
As iniciativas integram o movimento ‘SP Por Todas’, que articula a atuação de diferentes órgãos estaduais em uma estratégia que visa romper ciclos de abuso e oferecer suporte em todo o território paulista.







