Republicanos-MG admite conversa com Marcelo Aro, mas diz que Cleitinho é prioridade
Para Euclydes Pettersen, articulação com ex-secretário de governo de Romeu Zema foi necessária devido a calendário eleitoral exíguo
O presidente do Republicanos em Minas Gerais, deputado federal Euclydes Pettersen, afirmou que o partido manteve conversas com o ex-secretário de governo do estado, Marcelo Aro (PP), sobre uma eventual candidatura ao governo estadual caso o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) decidisse não disputar a eleição. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, o dirigente disse, no entanto, ter havido um recuo nessas articulações a partir da confirmação de Cleitinho de que entraria na corrida eleitoral.
“Mas na medida em que o Cleitinho fala que é candidato, a gente tem que recuar essas outras conversas para dar prioridade ao plano um, que é o Cleitinho”, afirmou Pettersen.
Segundo o dirigente, as tratativas com Marcelo Aro ocorreram porque o Republicanos precisava cumprir os prazos eleitorais enquanto aguardava uma definição de Cleitinho. De acordo com Pettersen, o senador permaneceu por um período sem confirmar se aceitaria disputar o Palácio Tiradentes, o que obrigou a legenda a avaliar alternativas para não comprometer a formação da chapa.
Pettersen afirmou que Marcelo Aro foi consultado sobre a possibilidade de assumir a candidatura ao governo apenas em um cenário de desistência de Cleitinho. Segundo ele, a conversa fazia parte de um plano de contingência para evitar que a coalizão chegasse ao fim do calendário eleitoral sem um candidato ao Executivo estadual.
“O Marcelo falou: ‘Olha, se for a união de todos os partidos, de todas as pessoas, eu vou construir isso'”, relatou o presidente estadual do Republicanos, ao descrever a resposta recebida durante as negociações.
O deputado ressaltou, porém, que a confirmação da candidatura de Cleitinho tornou desnecessárias as discussões sobre um nome alternativo. Segundo ele, a orientação do partido passou a ser reorganizar a composição da chapa e concentrar as negociações em torno do senador.
Pettersen também negou que as conversas com Marcelo Aro significassem um movimento para substituir Cleitinho. Segundo ele, o objetivo era preservar as articulações políticas enquanto o senador ainda manifestava dúvidas sobre disputar a eleição.
Na entrevista, o dirigente afirmou que a prioridade do Republicanos sempre foi a candidatura de Cleitinho. Segundo Pettersen, a legenda buscava apenas garantir uma alternativa caso o senador mantivesse a indefinição até o limite dos prazos eleitorais.
Ao justificar a decisão de encerrar as conversas paralelas, o presidente do Republicanos-MG afirmou que a candidatura de Cleitinho representa o projeto prioritário da coalizão. “Não é um plano meu, do Republicanos, nem de outros partidos, mas sim dos mineiros”, disse, acrescentando que a liderança do senador nas pesquisas reforçou a decisão de concentrar os esforços da aliança em torno de sua candidatura.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com







