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RJ: Militares vão deixar Vila Kennedy, diz coronel

Carlos Cinelli afirma que tropas vão iniciar retirada nas próximas semanas

Por Nicole Fusco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 mar 2018, 13h10 | Atualizado em 20 mar 2018, 13h25
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As Forças Armadas vão deixar a favela Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nas próximas semanas. O local tinha sido escolhido para ser uma espécie de “laboratório” da intervenção federal no estado.

Segundo o coronel Carlos Francisco Cinelli, chefe de comunicação do Comando Militar do Leste (CML), a ideia é que as tropas saiam de forma gradativa até que a Polícia Militar restabeleça o patrulhamento. Atualmente, cerca de noventa militares estão na região — entre patrulha nas ruas e força de contingência.

De acordo com Cinelli, a medida foi tomada, principalmente, por uma questão de logística. “São 900 comunidades no Rio de Janeiro e um número limitado de militares”, afirmou Cinelli a VEJA nesta terça-feira. Segundo ele, o objetivo das Forças Armadas não é ocupar as favelas de forma definitiva, mas apoiar a Polícia Militar. “Mesmo quando não houver mais efetivo, continuaremos prestando apoio”, completou.

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Os militares já faziam operações na Vila Kennedy antes da intervenção, no âmbito da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). As principais ações eram relacionadas a roubo de carga e de carros. “Ainda não temos os dados oficiais do governo, mas as primeiras informações que temos são de que a percepção da população já melhorou”, afirmou.

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O anúncio da retirada dos militares foi feito um dia depois de o governo federal anunciar que vai liberar entre 600 e 800 milhões de reais para a intervenção federal no Rio de Janeiro e outros 3 bilhões de reais para o Ministério da Segurança Pública.

Fases

As Forças Armadas atuaram por fases na Villa Kennedy. A primeira delas foi a de estabilização, quando mais mil homens trabalharam para retirar barricadas e obstáculos, para permitir o acesso da Polícia Militar. O objetivo também era evitar os confrontos entre criminosos e policiais.

Na chamada segunda fase, o número do efetivo diminuiu — os militares atuaram no patrulhamento da favela em conjunto com a Polícia Militar.

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