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Sem consenso de PT com PSB, Haddad dará palavra final sobre eleição de SP

Ex-ministro da Fazenda decidirá ainda hoje quem vai disputar cada vaga em sua chapa; dúvida paira somente sobre os nomes de Márcio França e Marina Silva

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 jun 2026, 09h37 | Atualizado em 25 jun 2026, 09h44
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A reunião realizada em Brasília na tarde da quinta-feira, 24, para definir os caminhos das eleições de São Paulo no palanque lulista, terminou sem ninguém conseguir chegar a um consenso. A única definição possível foi a de que a responsabilidade para decidir quem disputará cada cargo ficará com o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP), que disputará o governo do estado contra Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Participaram da reunião com o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) os quatro nomes envolvidos na formação da chapa: o próprio Haddad e os ex-ministros Marina Silva (Rede-SP), Simone Tebet (PSB-SP) e Márcio França (PSB-SP). Além deles, os presidentes nacionais do PT e do PSB, Edinho Silva e João Campos, respectivamente.

“Numa reunião com o presidente Lula e o vice-presidente Alckmin, Marina, Simone e Márcio se colocaram à disposição para concorrer a vice-governador(a) ou ao Senado, deixando a meu critério a escolha da chapa. Me sinto honrado pela confiança desses três colegas de ministério e me comprometi a formalizar o convite até amanhã [esta quinta-feira, 25]”, anunciou Haddad após sair do encontro sem os líderes conseguirem chegar a um acordo por conta própria.

A reunião foi organizada após dois pré-candidatos, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) e o advogado Paulo Serra (PSDB-SP), desistirem de disputar o governo paulista, aumentando as possibilidades da eleição terminar no primeiro turno, deixando Lula sem palanque no estado (o maior colégio eleitoral do país) durante um eventual segundo turno presidencial.

Diante do cenário, o ex-governador Márcio França voltou a insistir na sua maior vontade: a de disputar o governo. E foi para a reunião com essa proposta, de que duas candidaturas saíssem de lá para tentarem garantir dois turnos em São Paulo. Apesar de ter o apoio do PSB, acabou vencido pelo PT, que defende uma chapa forte e unificada para não dividir seus próprios votos.

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Sem essa possibilidade, França tenta viabilizar uma candidatura ao Senado, mas esbarra no nome da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que representa outro partido, a Rede, e outro campo político. Ela também deseja disputar o Senado.

De todas as vagas, a única que está garantida é a de Simone Tebet na disputa pelo Senado, já que ela tem a palavra de todas as principais lideranças do PSB nesse sentido. Assim, a dúvida que permanece até a decisão de Haddad é a de quem será seu(sua) vice, Marina ou França. Deixando o outro com a segunda vaga de disputa para a Casa Alta do Congresso Nacional.

Segundo lideranças socialistas ouvidas por VEJA, a aposta mais provável é a de que França fique na vice, mesmo com o partido acreditando que ter duas mulheres disputando o Senado no mesmo campo pode ser prejudicial para elas, com uma concorrência interna pelo voto feminino. O cálculo é feito porque o PSB acredita que a chapa lulista só conseguirá conquistar uma das duas vagas e, por isso, precisaria não dividir votos.

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