Senador astronauta sobre discussão com políticos do ABC paulista: ‘Brigam e mentem’
Parlamentar diz que pediu punição a prefeito de São Caetano, expulso do PL, e diz que não irá mandar 'nenhuma emenda impositiva' para ser gerida pelo desafeto
O senador e astronauta Marcos Pontes (PL) reagiu às críticas feitas pelo prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella (sem partido, mas no PL quando fez as críticas), e o ex-chefe do Poder Executivo de São Bernardo do Campo Orlando Morando (MDB) diante da decisão do Partido Liberal em expulsar o mandatório de São Caetano de seus quadros.
“Enquanto eles brigam e mentem para a população, eu trabalho. Em três anos e quatro meses de mandato apresentei 518 proposições parlamentares, ou seja, um proposição a cada dois dias de trabalho. Contra fatos não há argumentos. Eu trabalho com a verdade. Só tenho pena da população de São Caetano, pois com estas manifestações não tenho condições de mandar nenhuma emenda impositiva para ser administrada por este prefeito. Infelizmente”, afirmou em nota encaminhada a VEJA.
As desavenças começaram, publicamente, em março deste ano, quando o prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, participou de evento e declarou apoio ao deputado federal Guilherme Derrite (PP), que é um dos cotados a ser lançado a uma das duas vagas ao Senado nas eleições deste ano. O problema é que Campanella, então filiado ao mesmo PL de Marcos Pontes, declarou que São Paulo “tem a pior representatividade no Senado de toda a União”. “Temos três senadores que, absolutamente, não correspondem ao que o estado espera deles”, disse o chefe do Poder Executivo de São Caetano. A afirmação chegou à cúpula do PL, que deliberou pela expulsão do político da legenda.
Pontes afirmou que partiu dele a representação contra Campanella. “O que houve foi o encaminhamento de um pedido formal ao partido para apuração de uma conduta que, de forma clara, viola o Estatuto do Partido Liberal. Não se trata de uma decisão pessoal, nem de qualquer tipo de ação isolada. Existem regras internas que precisam ser respeitadas por todos, especialmente por quem exerce função pública e representa a legenda. Quando essas regras são descumpridas, cabe ao partido analisar e deliberar, dentro do devido processo. É uma questão de disciplina partidária e respeito às normas. Portanto o partido expulsou o prefeito pelo erro de conduta dele. Eu só posso lamentar o seu comportamento”, afirmou o senador.
Já o ex-prefeito de São Bernardo Orlando Morando saiu em defesa de Campanella e afirmou que Pontes “nada ou pouco fez pelo nosso Estado, a não ser andar com roupa de astronauta, fantasia de astronauta. Espero que tenha sido um brilhante astronauta, porque é um péssimo senador da República.” O prefeito de São Caetano busca um novo partido para continuar na política. Segundo ele, em coletiva de imprensa, recebeu ligação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e uma das opções é se filiar ao Republicanos.






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