Simone Tebet se filia ao PSB para disputar Senado em São Paulo
'Parto, mas não sem antes abraçar, carinhosamente, os companheiros que ficam', diz ministra ao deixar MDB após três décadas
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou sua migração do MDB para o PSB para disputar o Senado pelo estado de São Paulo em 2026. A troca de partido foi anunciada pelas redes sociais neste sábado, 21.
“Parto, mas não sem antes abraçar, carinhosamente, os companheiros que ficam”, escreveu a ministra em seus perfis oficiais. Filiada ao MDB desde 1997, Tebet encerra um ciclo de quase três décadas ao trocar de partido para a legenda que abriga, hoje, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França — ambos ex-governadores de São Paulo.
“O PSB agora me abraça, me acolhe e me convida a construir, juntos, o país dos nossos melhores sonhos”, completou a ministra, que deve deixar o Ministério do Planejamento ainda em março para disputar as eleições, em cumprimento às regras de desincompatibilização da Justiça Eleitoral. A pasta deve ser comandanda pelo “número dois” de Tebet, o secretário-executivo Gustavo Guimarães.
Aposta de Lula em São Paulo, Tebet formará chapa com Haddad
A confirmação da candidatura de Simone Tebet ao Senado pelo PSB põe fim a meses de especulações sobre o futuro político da ministra. Integrante do alto escalão do governo Lula, a ex-emedebista avaliava propostas para concorrer por São Paulo ou pelo Mato Grosso do Sul — estado pelo qual foi senadora entre 2015 e 2022 –, e chegou a ser cogitada pelo Planalto para disputar o governo paulista em 2026.
Concorrendo na chapa do governo federal, Tebet dividirá o palanque com o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que deixou o cargo nesta semana e confirmou sua pré-candidatura ao governo de São Paulo. O plano de Lula para fazer frente ao bolsonarismo no estado é lançar uma “trinca de ministros”, que também incluiria Geraldo Alckmin disputando, ao lado de Tebet, a outra vaga no Senado pelo PSB — até o momento, porém, não há confirmação sobre o futuro político do atual vice-presidente.







