Tarcísio e Nikolas: Ruas pede reforços para eventual segundo turno contra Paes
Se houver segundo turno, a ordem será mobilizar o maior número possível de lideranças da direita para enfrentar Paes
Ainda à espera de uma definição da Justiça Eleitoral sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) já trabalha com a possibilidade de uma disputa em segundo turno contra Eduardo Paes (PSD) pelo governo do Rio de Janeiro. Nos bastidores, o candidato bolsonarista conta com o reforço de duas das principais lideranças nacionais da direita: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A ideia é levar os dois ao Rio caso a eleição seja efetivamente estendida para uma segunda etapa. A participação de Tarcísio e Nikolas teria uma dupla função: fortalecer a campanha de Ruas contra Paes e, ao mesmo tempo, ampliar a presença de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial no estado.
Flávio, candidato do PL à Presidência, tem no estado seu principal reduto político e mantém uma relação direta com a campanha de Ruas. Ao longo da corrida eleitoral, os dois dividiram agendas e associaram suas candidaturas, numa tentativa de transformar a disputa pelo Palácio Guanabara também em uma extensão da polarização nacional entre o bolsonarismo e o campo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A presença de Tarcísio e Nikolas ajudaria a reforçar essa conexão.
Ruas terminou o primeiro turno na liderança, com cerca de 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Paes. A realização do segundo turno, porém, ainda depende da situação jurídica de Garotinho, que concorreu sub judice. O ex-governador recebeu cerca de 3,18% dos votos, e a eventual retirada definitiva dessa votação da base de cálculo poderá fazer com que Ruas ultrapasse a marca de 50% dos votos válidos e seja declarado vencedor já na primeira etapa.
Enquanto aguarda o desfecho no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha de Ruas se prepara para os dois cenários. Caso a eleição seja liquidada no primeiro turno, a prioridade passa a ser a consolidação da vitória e a preparação do palanque nacional de Flávio. Se houver segundo turno, a ordem será mobilizar o maior número possível de lideranças da direita para enfrentar Paes.






