‘TariFlávio’ se consolida como arma da oposição contra Flávio no meio digital
Relatório Democracia em Xeque mostra que associação do senador à ameaça de tarifas pelos EUA segue mobilizando redes pela segunda semana consecutiva
A iminência de um novo tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil tornou-se um flanco aberto para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. É o que mostra levantamento divulgado pelo instituto Democracia em Xeque, que monitora o debate político no ambiente digital.
Relatório feito entre os dias 1º e 8 de junho aponta que a esquerda continua engajada nas redes em apontar Flávio como o culpado pela nova taxação de produtos americanos pelos Estados Unidos, pela submissão ao governo Donald Trump e por colocar o Pix “em perigo” em favor de empresas financeiras americanas.
O termo mais utilizado pelo campo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no meio digital continua sendo “Tariflávio”, assim como na última semana.
Por outro lado, a direita brasileira tem atuado de forma “defensiva” sobre as novas tarifas nas redes, tentando deslocar a narrativa de responsabilização, defendendo o Pix como vitória do governo Jair Bolsonaro e relacionando a culpa pela medida ao governo Lula — devido à “censura” das redes sociais e por falhas no combate à corrupção e ao crime organizado.
Ao mesmo tempo, a direita continua na ofensiva sobre o tema da segurança pública, aponta o relatório do DX, relacionando Lula à defesa do crime organizado e dando protagonismo a Flávio Bolsonaro na classificação do PCC e CV como organizações terroristas.
Política externa e direita em alta
O levantamento do Democracia em Xeque também mostra que o principal assunto comentado nas redes entre os dias 1º e 8 de junho foi justamente política externa, com 123.094.452 interações. Tiveram destaque termos como “pátria”, “soberania”, “traidores” e “tarifas”.
Na sequência, aparece o tema política nacional, com 44.513.296 interações, orbitando em torno de palavras-chave como “Vorcaro”, “Dark Horse” e “Master”.
Por fim, figura o assunto economia, com 15.040.777 interações e destaque para os termos “desenvolvimento”, “investimentos”, “direitos” e “escala”.
Para compor a base da análise, as interações foram coletadas por meio do Data Lake, do Instituto Democracia em Xeque, em um universo de 187.394 publicações nas redes.
Dentro do assunto mais comentado — política externa –, o levantamento aponta que a direita teve mais presença digital do que a esquerda.






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