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Violência contra a mulher: a marca que botão do pânico atingiu em São Paulo

Tecnologia é parte do App SP Mulher Segura, que realiza mutirão digital nesta sexta, 22; feminicídios no estado tiveram alta de 41% no primeiro trimestre

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 Maio 2026, 09h08 | Atualizado em 22 Maio 2026, 09h09
Violência contra a mulher: a marca que botão do pânico atingiu em São Paulo Priorizar nos meus resultados Google

Criado pelo Governo de São Paulo, o botão de pânico do App SP Mulher Segura já chegou à marca de 15.200 acionamentos desde que foi lançado, em março de 2024. Apenas nas últimas duas semanas, foram 350 acionamentos, afirma a gestão estadual.

A tecnologia é voltada a mulheres com medida protetiva e, em caso de emergências, um alerta é enviado à polícia com a localização da vítima. No caso de agressores monitorados por tornozeleira eletrônica, o sistema cruza os dados por georreferenciamento e, se for detectada aproximação do agressor, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) é avisado e uma viatura é despachada para o local.

Além da marca de acionamentos do botão do pânico, o aplicativo já registrou 2.200 boletins de ocorrência e soma 61.000 usuárias ativas até abril deste ano.

Mutirão digital

Nesta sexta-feira, 22, o governo de São Paulo realiza o ‘Baixaço’, mutirão digital que tem como objetivo ampliar a rede digital de proteção e serviços de defesa das mulheres. A iniciativa tem o apoio de influenciadoras e criadoras de conteúdo que irão convocar milhares de seguidores simultaneamente.

“A proteção às mulheres é prioridade e requer engajamento permanente de toda a sociedade. Iniciativas como o ‘Baixaço’ são importantes porque fazem com que mais e mais mulheres conheçam serviços como o SP Mulher Segura. O aplicativo pode ser usado a qualquer hora e de qualquer lugar para colocar as mulheres em contato direto com a polícia em casos de ameaça iminente, com pronta resposta para impedir e prender agressores”, diz a coronel Glauce Cavalli, primeira mulher na história a ocupar o comando-geral da PM paulista.

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Neste mês, o App SP Mulher Segura também passou a contar com cadastro de contatos de emergência para mulheres com medida protetiva e um mapa integrado com serviços como Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), batalhões da PM e unidades do IML (Instituto Médico Legal). O dispositivo está disponível gratuitamente nas lojas oficiais dos sistemas Android ou iOS.

Violência contra a mulher

As medidas de enfrentamento à violência contra a mulher se dão em um momento de alta de feminicídios em São Paulo. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o estado registrou 86 casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026 — aumento de 41% em relação ao mesmo período de 2025.

Ao assumir o cargo de Comandante Geral da Polícia Militar de São Paulo, a Coronel Glauce Anselmo Cavalli afirmou que o combate à violência doméstica e familiar será “prioridade operacional” da sua gestão.

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