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Como a China manteria comunicação com astronautas em passagem pelo lado oculto da Lua

Satélites chineses localizados na face escura da Lua permitiriam comunicação entre a nave e a Terra

Por Lorenzo Souza 8 abr 2026, 18h23 | Atualizado em 8 abr 2026, 19h42

Durante a missão Artemis II, os astronautas americanos ficaram sem comunicação por cerca de 40 minutos, período em que a nave passou pelo lado oculto da Lua. O satélite, por causa da rotação sincronizada com a Terra, nunca deixa uma de suas faces virada para o planeta. 

A situação tensa que acometeu os astronautas americanos não teria acontecido com chineses, caso estivessem na mesma situação. A China tem dois satélites em pontos específicos na região do lado oculto da Lua, o que permite que as ondas de rádio para longas distâncias consigam transitar entre a nave e o planeta Terra. Os satélites Queqiao-1, lançado em 2018, e o Queqiao-2, lançado em 2024 são os responsáveis por essa proeza. 

Foto do lado oculto da Lua, com luz ao fundo
O lado escuro da Lua nunca está virado para a Terra, por conta da rotação sincronizada dos dois (Nasa/AFP)

O bloqueio de sinal comum nessa área acontece porque a Lua em si age como uma grande barreira que impede o sinal de viajar entre o transmissor e a Terra. Para o sinal chegar até os receptores da mensagem, é necessário uma “linha de visada”: uma linha reta imaginária e sem obstruções entre o ponto que envia e recebe a mensagem. 

Como a mesma face fica sempre voltada para a Terra, o lado oculto nunca tem uma linha reta direta, o que impede a comunicação. A China resolveu esse problema ao posicionar os satélites nos Pontos de Lagrange, coordenadas espaciais que permitem o equilíbrio entre corpos grandes e mantêm os satélites em flutuação.

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