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Visitantes poderão sentir de perto o cheiro das múmias no Museu do Cairo

Cientistas vão recriar odores agradáveis, encontrados em 9 sarcófagos, para que turistas se aproximem mais do Antigo Egito

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 Maio 2025, 17h05 | Atualizado em 25 Maio 2025, 17h16
Visitantes poderão sentir de perto o cheiro das múmias no Museu do Cairo Priorizar nos meus resultados Google

Em breve, visitantes do Museu Egípcio do Cairo poderão participar de uma experiência mais imersiva: sentir os cheiros das múmias e vivenciar o Antigo Egito sob uma nova perspectiva. A novidade se deve a uma pesquisa recente elaborada por cientistas das Universidades de Londres, e de Liubliana, na Eslovênia, que analisaram os odores de nove múmias egípcias e identificaram, que mesmo depois de 5 mil anos, elas possuem aromas agradáveis, como amadeirados, doces e picantes, e não fétidos, como seria esperado depois de tanto tempo encerradas em um sarcófago.  

O curioso estudo foi motivado pelo interesse dos cientistas em descobrir mais sobre as substâncias utilizadas na mumificação. Para levar adiante a pesquisa, usaram uma técnica parecida com a dos fabricantes de perfume para extrair aromas exóticos e raros. Os odores foram retirados e colocados dentro de um cartucho fechado à vácuo, com polímeros para conservação. O cheiro exalado pelos corpos identifica o estado de que se encontram. Se for de mofo ou de chulé, por exemplo, é sinal de conservação alterada.

A mumificação era uma prática egípcia usada para preparar os cadáveres para a vida após a morte. De acordo com os ritos, para a alma continuar existindo, precisavam de corpos em bom estado. Mas este era um privilégio das castas mais abastadas, que incluía também oferendas abastadas. Junto ao corpo eram depositados artigos de ouro e comida para ajudar o espírito na passagem para uma vida eterna.

No processo de identificação dos odores, os cientistas contaram com a ajuda de voluntários. O resultado final apontou para quatro categorias: os cheiros provenientes dos óleos e ceras de embalsamento, de plantas usadas em conservantes contemporâneos, pesticidas tóxicos e de degradação de micróbios. Os cientistas pretendem recriar os aromas encontrados para que os visitantes dos museus possam experienciar essa viagem aos costumes do Egito Antigo. Em paralelo, devem se aprofundar mais nas técnicas de mumificação.

Leia:

+ https://beta-develop.veja.abril.com.br/ciencia/mumia-tem-cheiro-de-pinho-baunilha-e-betume-diz-pesquisa/

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